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Rapaz que defendeu Bolsonaro na TV diz que não se arrependeu

O "Menino do Jô" está em Manaus e é a atração nacional do protesto de domingo pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Centro 15/03/2015 às 12:35
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Renato Oliveira tem 22 anos, ensino superior incompleto no curso de filosofia e é autônomo
Luciano Falbo Manaus (AM)

Com a proposta de "unir o Brasil contra o desgoverno", Renato Oliveira, 22, desembarcou em Manaus na quinta-feira (12) para participar do protesto pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O jovem é uma das referências políticas de uma nova geração de eleitores. Ele também é a representação de parte de seu público, seja pela idade, seja pelas ideias que propaga.

Seu maior feito? Ter defendido em rede nacional de televisão o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) logo depois que foi veiculado um vídeo em que o parlamentar afirma que só não estupraria uma deputada petista "porque ela não merecia". A declaração foi dada no Programa do Jô. Na ocasião, a atitude de Renato deixou todos perplexos.

Depois disso, o jovem ganhou status de líder político e se autodenominou "O Menino do Povo". De lá para cá, quatro meses de "fama", muitos vídeos na Internet, a conquista da alcunha de "Menino do Jô" e um posto alcançado: o de representante nacional do movimento 'Fora Dilma' em Manaus. Renato Oliveira fica na cidade até o fim do ato deste domingo (15).

Confira a seguir, trechos da entrevista.

Renato, você ficou conhecido depois de defender o deputado Jair Bolsonaro no Programa do Jô, na TV Globo. De lá para cá, como tem sido sua rotina?

Após a minha interferência no Programa do Jô e a exposição na mídia, eu me senti na obrigação de usar esse espaço de forma positiva para a nação brasileira, portanto desde aquele dia eu dedico parte do meu tempo em conscientizar as pessoas sobre a situação política no Brasil

Com qual linha de pensamento político você se identifica?

A Direita, com certeza.

Você é filiado a algum partido político? Qual? No caso de não ser, tem simpatia por quais legendas e por quê?                                          

Ainda não, nenhum partido que existe atualmente corresponde plenamente as minhas idéias, mas estou analisando partidos novos que estão em processo de fundação.

Como surgiu a ideia de vir à Manaus e ser um dos representantes nacionais do movimento pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff?

Diante da grave situação política e econômica em que o Brasil se encontra eu senti a necessidade de vir a Manaus para ajudar a fortalecer o movimento fora Dilma aqui, tendo em vista que em SP os movimentos já estão muito bem consolidados. O PT tem a estratégia de dividir nortistas e sulistas, e nós vamos na contramão disso. Estamos unindo o Brasil contra esse desgoverno.

No caso do vice, Michel Temer, do PMDB, assumir num eventual Impeachment, qual será a sua posição pessoal em relação ao novo presidente? Como acha que será a reação dos defensores do Impeachment e da maioria dos brasileiros?

A saída da Dilma já significa um grande passo, pois enfraquecer o PT, é frustrar o plano comunista que eles têm para o Brasil, e o Michel Temer sabe muito bem que assim como Dilma foi rejeitada, ele também pode ser. Os políticos no Brasil vão aprender a respeitar o povo, a começar no próximo dia 15.

Você é a favor de uma intervenção militar?

Ainda não é hora de intervenção militar, eu só seria a favor de uma Intervenção Militar Constitucional se escoasse todos os meios democráticos comuns. Iremos as ruas pelo Impeachment.

Você tem pretensões políticas?

Não penso nisso agora. A minha prioridade no momento é cobrar os que já estão no poder.

Pelo o que você já viu dos militantes do Fora Dilma no Amazonas, o que você pode dizer sobre eles?

O Amazonas está de parabéns. Aqui eu pude ter a certeza de que não é verdade o que o PT vive gritando pelos cantos do País, o Norte não está nas mãos deles! Aqui tem um povo que rejeita a corrupção, que rejeita um governo irresponsável e totalitário. O esforço e dedicação que eu vi nos organizadores aqui me emociona, pois vejo pessoas comuns doando horas e horas de esforço e trabalho com a única intenção de ver um país melhor! São referência para outros Estados!

Voltando ao programa do Jô, você em algum momento se arrependeu do que disse?

Me arrependi de não ter dito mais! O fato do Jô ter me ridicularizado serviu para revelar o que ele é, como artista ele deveria incentivar a juventude a dizer o que pensa, a expressar seus conceitos políticos, e não fazer chacota com os que pensam diferente dele.



Isso lhe abriu portas?

Foi útil para me dar força para denunciar a escória da política brasileira, ampliou a minha voz e a de milhares de pessoas que pensam como eu.

E quanto às críticas, como você tem reagido?

Eu escuto tudo o que me falam ou escrevem, pois tem pessoas que criticam na intenção de ajudar, essas contam com minha atenção. Mas quantos aos opositores, não me importo com eles.

Quais suas referências humanas na política?

Se eu posso te falar um nome em que eu posso falar de boca cheia que é um dos únicos políticos honestos desse País, e que tem coragem de falar o que todo cidadão de bem pensa, esse nome é Capitão Jair Bolsonaro.



O que espera de você, como militante, como pessoa, profissional, daqui a 10 anos?

Daqui a 10 anos quero ter um filho e dizer a ele que o pai dele não se omitiu diante de um governo que foi sem dúvidas a vergonha da minha geração. Pois o governo do PT é sim a vergonha da minha geração!

Qual é o nível de organização desse movimento? Por exemplo, há um caixa para pagar os descolamentos de militantes mais envolvidos com a causa? Ou cada um paga por suas passagens, faixas, etc?

Cada militante se mobiliza para arcar com suas despesas, seja por conta própria ou ajuda de amigos.

Qual sua expectativa de público no ato de domingo?

Domingo será um marco na história brasileira. Creio que seremos surpreendidos, pois se contabilizarmos as pessoas que confirmaram via Facebook serão mais de 30 mil. A surpresa será pelo fato de muitas pessoas que não tem acesso à rede social estarem falando nas ruas, nas praças, nos mercados e em todos os lugares que irão as ruas cobrar a saída desse desgoverno que tem assolado a nossa nação.

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