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Reajuste salarial aprovado para rodoviários pode aumentar a tarifa de ônibus, avisa Sinetram

Paralisação realizada por motoristas e cobradores na manhã desta sexta-feira (7) foi motivada por um suposto adiamento na decisão judicial relacionada ao reajuste no salário e participação nos lucros. Sinetram pediu multa de R$ 100 mil para cada hora da greve 07/11/2014 às 21:13
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Ônibus da Global Green não saíram da garagem por contada paralisação dos rodoviários.
MARIAH BRANDT Manaus (AM)

Foi decidido nesta sexta-feira (7) que as empresas rodoviárias representadas pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) deverão pagar reajuste salarial de 7% aos rodoviários. O julgamento do Dissídio Coletivo 2014/2015 aconteceu na tarde desta sexta, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), após uma manhã de paralisação pela empresa Global Green, que afetou mais de 60 mil pessoas da Zona Leste de Manaus.

Com a decisão, o salário dos motoristas passa a ser R$ 1.931,88, enquanto que os cobradores receberão, a partir de agora, R$ 965,94. Segundo a categoria, a greve deflagrada no início desta sexta-feira teria sido motivada por um suposto adiamento deste julgamento.

Além do reajuste, os colaboradores irão receber Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de meio salário base por semestre, adicional de insalubridade de 10% do salário base devido ao calor e licença maternidade de 180 dias, além de R$ 195 de cesta básica, R$ 11 de tíquete alimentação e R$ 5 de vale-lanche.

Possível aumento na tarifa

O advogado do Sinetram, Fernando Borges, afirma que a ampliação no salário da classe pode significar um aumento na tarifa de ônibus na capital.  Segundo ele, o custo com pessoal corresponde a 48% do custo total do serviço, “O impacto das condenações é de 20% na folha de pagamento. Com isso poderemos ter, se a decisão não for modificada, uma necessidade de reajuste no preço do serviço ou aumento de subsídios. A planilha com os valores será calculada pela prefeitura que deve avaliar o aumento”, pontuou Borges. 

A ilegalidade da greve ocorrida na manhã desta sexta-feira foi defendida pela assessoria jurídica do Sinetram, que entrou com uma ação no TRT pedindo multa de R$ 100 mil por cada hora de paralisação, além do pedido de prisão aos líderes envolvidos na greve. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto,demonstrou insatisfação com a mobilização.

“Nós temos um dos melhores salários de rodoviários do País e temos obtido várias conquistas, mas sempre há qualquer pretexto. Sem avisar a Justiça, eles paralisam o transporte dia sim, dia também”, declarou, completando com uma mensagem aos responsáveis pela paralisação. “Por favor, eu peço que não misturem as coisas e cuidem do trabalho que lhes compete fazer. Não punam a população que não merece esse sofrimento, não merece padecer nesse tipo de revanche política. Então, deixo aqui meu protesto de solidariedade ao povo que deixou de ir trabalhar”, finalizou o Prefeito.

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