Sexta-feira, 18 de Junho de 2021
30 anos

Recofarma comemora 30 anos de atuação no PIM com ações que impactam na região

Em entrevista, o diretor da Recofarma falou um pouco dessas ações



Sem_t_tulo_F89EAF15-1FA1-491C-9C62-468BD84666D2.jpg Foto: Divulgação / Camila Batista
08/11/2020 às 10:07

Nos últimos meses, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIN) vêm tentando se ajustar aos desafios e consequências da Covid-19. A Recofarma, indústria de concentrados da Coca-Cola Brasil no Amazonas, completou, este ano, 30 anos de atuação no Polo Industrial de Manaus (PIM). Num momento crítico, em que proteger a vida era fundamental, a companhia deixou de lado as comemorações e focou em ações dentro e fora da fábrica que impactaram de forma positiva a vida de seus colaboradores e da comunidade em que está inserida. Passados quase sete meses, o diretor da Recofarma, Eraldo Sales, em entrevista ao Jornal A CRÍTICA, destaca as principais medidas adotadas pela companhia e os aprendizados que a pandemia trouxe para os negócios. O cenário é de otimismo!  

- Quais os impactos e melhorias que a Coca-Cola Brasil trouxe para a região nesses 30 anos de atuação?



Eraldo Sales: Nossa contribuição ao Estado envolve geração de empregos, investimento em capacidade de produção, projetos de compra de matérias-primas locais, capacitação da agricultura familiar, proteção de bacias hidrográficas e incentivo a manifestações culturais (Festival Folclórico de Parintins). Somos a 3ª maior fábrica de concentrados da Coca-Cola no mundo e uma das mais modernas e melhor avaliada. Produzimos anualmente cerca de 50 mil toneladas do concentrado de bebidas por ano, que geram mais de 12 bilhões de litros de bebidas finais para os consumidores do Brasil a de América Latina, em diversos segmentos de bebidas não alcoólicas: água, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e bebidas vegetais. Ao todo a Recofarma produz 230 fórmulas de bebidas em geral, sendo 84 para exportação. Esses números nos permitem um impacto positivo na economia local. São milhares de empregos direitos e indiretos gerados com a presença da empresa no Estado. E o impacto não é apenas na capital. Estamos presentes em 14 municípios apoiando e incentivando a cadeia do guaraná junto as famílias produtoras do fruto.  

- De que forma a empresa incentiva a cadeia do guaraná no Estado, uma vez que parte do portfólio da companhia tem bebidas à base de guaraná?

Eraldo Sales: Incentivamos e fortalecemos a cadeia de guaraná desde 2016 por meio do Programa Olhos da Floresta. Naquela época iniciamos com cinco municípios e hoje já estamos presente em mais de 90% das áreas produtivas de guaraná do território amazonense, totalizando 14 municípios. Parte desse trabalho visa fortalecer as cooperativas e associações no interior do Amazonas, contribuindo para melhorar a logística, a segurança do trabalho e incentivando boas práticas de manejo sustentável na cadeia do guaraná. Isso porque é através das cooperativas que os guaranacultores comercializam o produto para as empresas dentro e fora do país. Com todo o incentivo a essa cadeia conseguimos impactar mais de 300 famílias e 112 comunidades nesses territórios. Com isso, o fruto do guaraná está presente em bebidas com esse sabor.  

- O Amazonas e o mundo ainda estão aprendendo a conviver com os impactos da Covid-19. O que a mudou na rotina da companhia e que aprendizados é possível tirar deste momento?  

Eraldo Sales: A saída foi a atuação em rede. No início da pandemia nossa primeira atitude foi a escuta. Nos unimos aos parceiros, empresas e organizações sociais para ouvir o que as comunidades e os governos mais precisavam e para fazer essa ajuda chegar a quem mais necessitava. Nossa fábrica de concentrados, a Recofarma, usou a linha de produção para a fabricação de álcool etílico 70% que foram doados, 80 mil litros, as secretarias de saúde do Amazonas e também de Roraima. Também doamos água e equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde, além da doação de 30 mil frascos de álcool em gel, e cestas básicas e kits de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade mapeadas pelo Coletivo Coca-Cola Brasil. Como serviço essencial continuamos operando, mas com o foco na saúde dos colaboradores e da nossa comunidade. Por isso, adotamos trabalhar com um número reduzido de profissionais. Parte da equipe ficou trabalhando de casa nas funções que assim permitiam. Também passamos a atuar em equipes que se dividiam: 15 dias em casa, 15 dias na fábrica. Nosso serviço de saúde disponibilizou testes rápidos e protocolos de monitoramento que permitiram manter em casa qualquer pessoa com sintomas de gripe, mesmo que não testassem positivo para a Covid-19. Essa foi uma forma de manter a saúde das pessoas e o funcionamento da empresa. É importante frisar que não tivemos nenhuma demissão ao longo desse período. O trabalho de escuta e atuação focada nas necessidades nos trouxeram muitos aprendizados.  

- Com a retomada da economia, qual o cenário para 2021? Quais as adaptações no Business Plan (BP)?

Eraldo Sales: Estamos com um cenário cauteloso para 2021, mas muito otimista. Temos expectativa de exportações em torno de mais de um bilhão de reais. Em 2019, somamos um montante de R$ 705.015.808,61 em exportações. O setor de exportação é um dos destaques de atuação da empresa. Por oito vezes consecutivas recebemos o título de maior exportadora entre as empresas instaladas no PIM. Para o BP 2021 estamos experimentando muitas variações de demandas, já que é um mercado com muita incerteza, por isso estamos nos adaptado da melhor maneira possível para tentar atender nossos clientes e suas necessidades.

- O modelo ZFM ao longo dos anos tem sido um importante aliado na preservação da Amazônia. Qual a contribuição da companhia nesse sentido?

Eraldo Sales: Acreditamos e apoiamos o modelo da ZFM, que tem sido efetivo na preservação da Amazônia. Com o programa Olhos da Floresta, que tem o foco na sustentabilidade e o desenvolvimento econômico da região, incentivamos a cadeia de guaraná no Estado dando oportunidade de renda para as famílias. Nele os agricultores familiares são incentivados a adotar os modelos Agroflorestais, uma alternativa de produção agrícola que combina culturas agrícolas e espécies florestais em um mesmo espaço, recuperando áreas degradadas e repropondo uma alternativa para o mono cultivo. O trabalho desenvolvido pelas famílias envolve o cultivo do fruto, a colheita, o beneficiamento, o transporte, além dos insumos. Em 2019, 31% da safra do guaraná veio de Unidades de Conservação (UCs), como Maués. Áreas em que as famílias mantêm a floresta em pé e são incentivadas a produzirem em harmonia com a floresta. É importante frisar, ainda, que a Coca-Cola Brasil é a única empresa de bebidas com guaraná 100% do Amazonas. Todo guaraná comprado dos 14 municípios é proveniente de agricultores familiares cooperados e associados. Não temos a compra por meio de atravessadores.  

- Há alguma possibilidade da saída da Coca-Cola da ZFM?

Eraldo Sales: A Recofarma reconhece a importância do PIM para a sustentabilidade e preservação da Amazônia e para o desenvolvimento econômico do Estado. São 77 anos investindo e acreditando no Brasil. Nós estamos aqui há 30 anos e nos últimos oito lideramos o ranking como maior exportador do PIM e geramos milhares empregos para todo o Estado do Amazonas. Temos muito orgulho do compromisso de investir em pessoas, na geração de emprego e de renda.

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