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Rede hoteleira está de portas abertas para eventos

Para manter a ocupação e aumentar a rentabilidade, hotéis ampliam leque de serviços e flexibilizam tarifas para atender às empresas e instituições públicas 22/06/2013 às 19:21
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Treinamentis e palestras para líderes estão entre as programações que movimentam as salas do Holiday Inn
Priscila Mesquita Manaus, AM

Há mais de duas décadas, o turismo de negócios é o principal responsável pelo crescimento da taxa de ocupação dos hotéis de Manaus. Mas, além da já conhecida movimentação de executivos que desembarcam na capital para trabalhar nas fábricas do Polo Industrial (PIM), um segmento que vem despontando como importante fonte de receita é o turismo de eventos. 

Também inserido no “guarda-chuva” de negócios, esse nicho é o que vem trazendo à cidade importantes fóruns, congressos, treinamentos e outras reuniões empresariais. E como a concorrência entre hotéis só cresce na capital, os empreendimentos apostam na flexibilidade de preços e ampliação de serviços para atrair a clientela.

Exemplo disso é a estratégia adotada pela rede Atlantica Hotels, que administra cinco empreendimentos das bandeiras Park Suites, Comfort, Sleep In, Go Inn e Quality em Manaus. Segundo a gerente regional da rede no Amazonas, Michele Tavares, os cinco hotéis do grupo possuem salas para eventos. Mas, além da locação de espaços e hospedagem para os participantes, o pacote de serviços inclui decoração, tradução simultânea, locação de equipamentos, banquetes (alimentos e bebidas em eventos), sonorização, estacionamento com manobrista, transfer e passeios turísticos.

Michele explica que o custo de um evento corporativo varia conforme o número de hóspedes e serviços contratados. Como referência, ela cita que um evento para 15 pessoas, com serviço de coffee break e ponto de água e café na sala, tem valor estimado em R$ 1.500 no Park Suites, localizado na Ponta Negra, Zona Oeste.

Já no Quality, empreendimento situado na Avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga Av. Recife), no Adrianópolis, um evento para 50 pessoas com almoço e serviço de buffet custa R$ 4.000, aproximadamente.

“O departamento de eventos é muito importante para aumentar nossa rentabilidade. Este nicho, além de gerar receita com locação de espaço, tem grande responsabilidade em gerar receita para banquetes e  hospedagem”, explica Michele.

Tarifas flexíveis

 A empresária Márcia Guerreiro, que administra o Amazônia Golf Resort no município de Rio Preto da Eva (quilômetro 64 da rodovia AM-10) afirma que a realização de eventos no empreendimento cumpre papel fundamental para a competitividade do negócio. “É importantíssimo para todos os hotéis. Os eventos é que vêm sustentando a nossa ocupação”, observa.

Márcia afirma que o Amazônia Golf recebe, com regularidade, treinamentos e reuniões de empresas do Polo Industrial e de instituições públicas. Quanto maior for o grupo de participantes, maior a possibilidade de redução dos preços.

“Quando o grupo é grande as tarifas são bem flexíveis. É possível dilui-las porque o número de participantes permite isso”, diz Márcia.

 No Amazônia Golf, a maioria dos eventos acontece de segunda a sexta-feira, com duração média de três dias. O empreendimento possui 115 apartamentos, três salas para a realização dos encontros e uma área ao ar livre. Juntos, esses espaços podem receber até 300 pessoas.

“Além das programações de grandes empresas, também realizamos eventos sociais, como casamentos e aniversários, e encontros de igrejas evangélicas”, acrescenta a empresária.

Participação na receita

De acordo com o gerente geral do Caesar Business, Mário Pio, os empreendimentos das redes hoteleiras formam 80% de sua receita com a hospedagem. Nos empreendimentos de perfil econômico, ele estima que o porcentual seja maior, em torno de 95%. Mas, independentemente do formato do estabelecimento, Mário ressalta que a participação do segmento de alimentos e bebidas é expressiva no faturamento.

Ele explica que os serviços voltados a eventos estão inseridos nesse segmento de alimentação, pelo fato de demandarem a oferta de almoços, jantares e coffee breaks. “Um hotel de rede como o Caesar tem 80% de sua receita vindos da hospedagem. Os outros 20% são formados pelo segmento de alimentos e bebidas. Isso é uma estimativa, ou seja, pode variar conforme o hotel”.

O Caesar disponibiliza seis salas para eventos, com capacidade mínima para dez pessoas e máxima para 300 participantes. Para reservar uma sala para dez pessoas, o contratante paga R$ 650, valor que não inclui coffee break nem o aluguel de projetor multimídia. “A maioria dos eventos acontece de segunda a quinta-feira”, afirma o gerente geral.

Um ‘braço’ necessário

Além de empresas locais que atuam na intermediação entre hotéis e clientes corporativos, em Manaus existe desde 2001 a Amazonas Convention & Visitors Bureau (AC&VB), uma entidade privada que atua na captação de eventos para seus associados.

Segundo a diretora executiva da entidade, Adriana Papa, a realidade do setor hoteleiro mudou nos últimos três anos, com a queda nos indicadores do PIM e a chegada de novos hotéis. Ela afirma que a atual demanda gerada pelas indústrias não permite que os empreendimentos operem sem o “braço” de eventos. “A hotelaria precisa deles”, afirma

Recentemente, a AC&VB apresentou um projeto à Prefeitura de Manaus, cujo objetivo é fazer uma pesquisa de mercado e propor alternativas para a captação de eventos. O projeto, denominado “Panorama Manaus”, quer descobrir qual a estrutura hoteleira, quantos centros de convenções existem na cidade e quais os potenciais clientes do setor. “Queremos casar a oferta com a demanda e saber que estratégias podem dar certo”.

Segundo Adriana, só em Manaus existem 4.167 Unidades Habitacionais (UHs).

 

 

 

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