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Redução de voos para algumas regiões em debate na Secretaria de Aviação Civil

Decisão da Anac atinge alguns municípios do Estado e bancada no Senado cobra de governo federal solução ao problema 02/09/2013 às 09:14
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São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia, deve perder voo da companhia Azul a partir de 11 de setembro
Antônio Paulo ---

A redução de voos da empresa aérea Azul para algumas regiões do Estado do Amazonas será um dos temas a serem debatidos pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC-PR), Moreira Franco, no Senado. Nessa segunda-feira (02), o ministro participará de uma audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura.

Na última quarta-feira (28), a Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciou que vai reduzir as operações nos aeroportos de Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira a partir do dia 11 de setembro deste ano. O motivo é a falta de adequações de infraestrutura previstas para os aeroportos desses municípios. Ontem, também foram suspensos temporariamente os voos da companhia no município de Coari por ordem da Justiça local.

De acordo com a Azul, a ação de reduzir voos em Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira foi tomada com base em uma decisão da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (SIA/Anac) devido à falta de adequações previstas no prazo determinado no processo de isenção de requisitos entre a autoridade aeronáutica e as administrações aeroportuárias.

COBRANÇA

Nesse domingo (01), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) cobrou uma posição do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Pacheco, sobre a suspensão dos voos para as três cidades amazonenses especialmente porque o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) informa que algumas dessas pistas estão adequadas para pouso até mesmo de aeronaves maiores.

A Anac confirmou a informação de que houve a redução de operações, mas disse que a Azul não foi proibida de voar para as localidades, apenas foi orientada a reduzir os voos para alguns lugares da Amazônia, entre eles os dois municípios, “devido ao não cumprimento de algumas exigências acordadas com a Anac”. Esclarece ainda que as medidas não são em relação à pista, mas relacionados a outros aspectos de segurança operacional e que os aeródromos estão cientes desses descumprimentos.

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