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Região amazônica é prioridade em Programa de Aviação Regional

Estados da Amazônia serão os primeiros a receber investimentos do programa. Amazonas tem 25 municípios contemplados 06/08/2015 às 11:04
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Município de Codajás estão entre os quatro do AM que vão ganhar aeroporto
acritica.com ---

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, anunciou ontem que o Programa de Aviação Regional começará pela Amazônia. A escolha pela Região Norte se deu porque as longas distâncias são percorridas, na maior parte das vezes, por barco e chegam a durar dias. “A região carece da aviação mais que qualquer outra do Brasil”, afirmou o ministro. As licitações acontecem até o final do ano.

Os 80 aeroportos na Amazônia que serão reformados ou construídos estão espalhados por oito estados: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Mato Grosso e Tocantins. Do total, nove terminais serão construídos do zero, sendo quatro no Amazonas: Codajás (AM), Jutaí (AM), Maraã (AM) e Uarini (AM). Os outros são os de Cametá (PA), Ilha de Marajó (PA), Bonfim (RR), Rorainópolis (RR) e Mateiros (TO).

Além dos quatro que serão construídos, os aeroportos de 21 municípios amazonenses serão reformados.

“O plano piloto do programa será na Amazônia”, disse Padilha. Segundo ele, a decisão é da presidenta Dilma Rousseff.

A área técnica da Secretaria vem se reunindo com os governos estaduais e municipais para escolher os terminais considerados prioritários. O ministro informou que o principal critério é o isolamento do município. O programa pretende deixar 96% da população a pelo menos 100 km de um terminal.

“Vamos definir os principais locais dentro da cota que teremos para este ano. O programa não tem restrições, está acontecendo”, garantiu ele.

Prioridade

Os estados da Amazônia Legal também terão prioridade em relação aos subsídios que o governo federal vai oferecer às companhias aéreas para beneficiar os passageiros. As empresas que voam na região terão mais assentos subsidiados do que as que voam o restante do País. Hoje quem mora no interior paga até 31% a mais para voar do que os moradores das capitais. Na prática, o governo vai garantir o benefício comprando assentos nos voos.

Para começar a valer, os subsídios precisam ser regulamentados pela Casa Civil da Presidência da República.

Investimento

O programa prevê investimento de R$ 7,3 bilhões do Fundo Nacional da Aviação Civil na construção ou reforma de 270 aeroportos em todo o País. Não há repasse de dinheiro aos estados e municípios. O Governo contratará diretamente as obras.

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