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Cotidiano
INDÍCIOS DE FRAUDES

Relator pede análise de convênios da Sejel apontados pela CGE

A manifestação do relator foi provocada por reportagem publicada na edição de domingo de A CRÍTICA que noticiou, com base em relatório de auditoria realizado pela Controladoria-Geral do Estado 20/03/2017 às 20:56 - Atualizado em 20/03/2017 às 20:59
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Deputada Alessandra Campelo afirmou que apenas parte do convênio com o Instituto Tio Adão foi pago na gestão dela. Foto: Márcio Silva
Geizyara Brandão Manaus

O relator de contas dos convênios realizados durante a gestão da ex-secretária e atual deputada estadual Alessandra Campelo (PMDB) à frente da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), conselheiro Júlio Pinheiro, determinou nesta segunda-feira (20) que esses processos passem por uma análise mais detalhada.

A manifestação do relator foi provocada por reportagem publicada na edição de domingo de A CRÍTICA que noticiou, com base em relatório de auditoria realizado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), a existência de irregularidades em convênios celebrados pela Sejel no período de 2012 a 2014. Um dos focos do Tribunal de Contas (TCE) será o convênio firmado com o Instituto Tio Adão (ITA), no valor de R$ 1 milhão, que está no  Departamento de Análise de Transferências Voluntárias (Deatv) aguardando parecer.

Na tarde de ontem, a deputada  afirmou que pagou no dia 13 de março de 2014 a primeira parcela do convênio 02/2014 do ITA no valor de R$ 493.924,00. “No dia 04 de abril, vinte dias depois eu já não era secretária de Estado. Então eu não posso ser responsabilizada se eles não executaram isso, porque eles tinham seis meses para executar e o restante que foi pago não foi autorizado por mim, inclusive fizeram aditivos”, explicou.

Questionada sobre o relato de Tio Adão que disse não se lembrar das atividades desenvolvidas  para a Sejel, Campelo disse que foi uma frase de efeito ruim. “Aquilo ali é um absurdo. É porque ele é um senhor idoso. Ele disse ‘eu não lembro tudo de cabeça’. [...] Mas o objetivo daquela matéria é pegar uma frase de efeito do Tio Adão ruim para colocar naquela matéria”, disse.

De acordo com a deputada, várias entidades se inscreveram para o chamamento público, porém não possuiam a documentação necessária para concorrer. “As nossas comissões sempre tinham CGE, TCE, tinha PGE, a não ser quando eles não tinham funcionários para mandar”, destacou. O relatório da CGE afirma que a Sejel deveria ter realizado pelo menos mais duas chamadas.

Quanto ao convênio com o Instituto Unidos pela Amazônia (Iupam), contratada apesar de possuir restrições no governo, a ex-secretária assegurou que as homologações foram realizadas antes dela assumir a pasta. “Quando eu cheguei lá os funcionários estavam sem receber e eu fui obrigada a chamar o segundo colocado. Esse convênio que foi assinado em junho de 2012 foram efetuados alguns repasses e como vários itens não foram respondidos, eu mesma abri processo de Tomada de Contas Especiais e mandei para o TCE”, afirmou.

Deputada acusa irmão do governador
A deputada estadual Alessandra Campelo (PMDMB) apresentou um relatório da Polícia Civil (PC), durante a coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem (20), em que o ex-secretário Evandro Melo e o ex-comandante da Polícia Militar Coronel Marcus James Frota Lobato são citados na investigação da morte do lider estudantil  Alexandre Gomes ocorrido em 13 de fevereiro de 2016.

A parlamentar afirmou que vem sofrendo  ameaças e perseguições  pelo fato de ter sido procurada por familiares da vítima que lhe deram informações sobre o assassinato do jovem. “Eu tive acesso ao fato de que há três pedidos de autorização para investigar o irmão do governador, senhor Evandro Melo, e o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Frota, por estarem envolvidos na ordem desse assassinato”, relatou.

No relatório da PC, a motivação para o assassinato se deu por conta do protesto realizado no início dos trabalhos da Assembleia do Estado do Amazonas (ALE-AM) no ano passado. “A vítima teria informações materializadas em seu aparelho celular de situações que envolviam o episódio que [...] o jovem Hinaldo de Castro Conceição jogou no governador Professor José Melo (Pros) cópias de cédulas de R$ 100”, diz o relatório.

Procurado ontem, o governo não quis se manifestar sobre essas declarações.

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