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Relatório do Inpe mostra que fumaça sobre Manaus é oriunda de outros estados, diz governo

Dados revelaram concentração de fontes de emissão de fumaça na porção norte do Maranhão e na região central do Pará  03/12/2015 às 09:38
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Desde outubro, Manaus e outros municípios vêm sendo encobertos por fumaça
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Baseado em relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Governo do Amazonas informou que a fumaça que se concentra sobre a Região Metropolitana de Manaus nos últimos dias é proveniente de queimadas nos estados do Pará e do Maranhão.

Relatório apresentado pelo Inpe, com dados de 1º e 2 de dezembro de 2015, e que mostram a distribuição de focos de calor na Amazônia Brasileira, revelaram a concentração de fontes de emissão de fumaça na porção norte do Maranhão e na região central do Pará. Tal fumaça está sendo deslocada pelas correntes de vento de leste nas últimas 24 horas.

O governador José Melo falou sobre o assunto na manhã desta quarta-feira (2), durante o lançamento do Plano de Intensificação de Combate à Dengue, Chikungunya e Zika vírus, na sede do Governo. Ele disse que, ao perceber que a fumaça havia voltado, pediu explicação à área ambiental que constatou ser a mesma “importada” de outros estados.

“Como os ventos mudaram de direção nos últimos quatro dias, eles trouxeram essa fumaça para cá. O trabalho que nos estamos fazendo na Região Metropolitana e nos outros municípios deu resultado. O Inpe deu toda a imagem de satélite nos últimos 20 dias e a redução foi substancial nos focos que tinham em relação a quando nós iniciamos os trabalhos. Portanto, essa é uma fumaça importada”, garantiu José Melo.

A informação se consolida com outro quadro do Inpe, mostrando que a fumaça é oriunda de queimadas concentradas principalmente no centro-oeste do  Pará, no norte do Maranhão e noroeste do Mato Grosso.


Imagem de satélite do Inpe mostra os diversos focos de queimadas ao longo da Região Norte

Os dados apresentados mostram ainda o histograma de focos de calor nos últimos sete dias na Amazônia Ocidental, (entre 25 de novembro e 02 de dezembro). No quadro de distribuição dos 5.784 focos registrados no período, o Pará, que aparece em 1º lugar, produziu 3.154 focos, o Maranhão 1.214, o Amapá 378, o Mato Grosso 375 e o Amazonas 266. Entretanto, no site do Inpe, aparece que no mesmo período houve 1.438 focos de incêndio.

Ações de Controle

No dia 13 de outubro, o governador José Melo decretou Estado de Emergência em Manaus e mais 11 municípios da Região Metropolitana por conta do agravamento do clima e da forte fumaça nesses municípios, ao mesmo tempo em que lançou um plano preventivo de combate aos focos de queimada nessa região e outros municípios prioritários.

Uma ação coordenada entre órgãos ambientais do Estado, Federal e dos municípios em parceria com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental a partir do Centro Integrado de Multiagências para o Combate às Queimadas no Amazonas (Cimaam), instalado na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), permitiu o monitoramento e uma ação eficaz no controle e combate ao fogo, aliada ao início do período chuvoso no Amazonas.

O trabalho integrado inclui intensa fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em parceria com o Ibama e outros órgãos, além do aporte financeiro e compra de equipamentos aos Bombeiros, formação de equipes de brigadistas em vários municípios, campanhas publicitárias, entre outras ações.

Todas as ações são coordenadas a partir da Sala de Monitoramento, que funciona ao lado do Centro Integrado Multiagências, na Sema, de onde os órgãos de fiscalização fazem monitoramento por satélite dos focos de calor e partem para a fiscalização em campo.

*Com informações da assessoria de imprensa

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