Publicidade
Cotidiano
Notícias

Renan critica Janot e Cunha diz que dará resposta quando conhecer conteúdo da Lava Jato

Denúncia remetida ao STF sobre esquema de corrupção na Petrobras cita nomes de 54 políticos de diversos partidos, incluindo os presidentes da Câmara e do Senado 07/03/2015 às 11:28
Show 1
Renan Calheiros, presidente do Senado
Mariana Jungmann e Marcelo Brandão (Agência Brasil) Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota pública na qual volta a negar que tenha “ultrapassado os limites institucionais” em suas relações políticas. Ele diz que irá se explicar sobre a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja aberto inquérito referente a participação nos casos de irregularidades da Operação Lava Jato.

Na nota, Renan critica o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por não tê-lo ouvido antes de encaminhar ao STF o pedido de inquérito. “Como maior interessado no inquérito, apesar do atropelamento do Ministério Público, que poderia ter evitado equívocos me ouvindo preliminarmente, considero que este é único instrumento capaz de comprovar o que venho afirmando desde setembro do ano passado.”

O presidente do Congresso nega, também, que tenha autorizado o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) a falar em seu nome em qualquer negociação. Renan diz ainda que dará as respostas que a Justiça pedir. “Nas democracias, todos – especialmente os homens públicos – estão sujeitos a questionamentos, justos ou injustos. A diferença está nas respostas. Existem os que têm o que dizer e aqueles que não. Quanto a mim, darei todas as explicações à luz do dia e prestarei as informações que a Justiça desejar.”

Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou sua conta no Twitter para falar sobre a lista divulgada pelo Supremo. “A confirmação de que o PGR [procurador-geral da República] pediu abertura de inquérito contra mim merecerá a devida resposta assim que tiver conhecimento do conteúdo”, escreveu.


Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Foto: Internet

Logo após a divulgação da relação de novos inquéritos da Operação Lava Jato, o PT também divulgou nota sobre o caso. Com seis políticos citados nos inquéritos, além do seu tesoureiro, João Vaccari Neto, o partido manifestou apoio às investigações. "Reafirmamos integral apoio ao prosseguimento das investigações que se realizam no âmbito da chamada Operação Lava Jato, de forma completa e rigorosa, sem favorecimentos ou parcialidade, nos marcos do Estado Democrático de Direito", diz um trecho da nota.

O PT destacou que todos os acusados devem ter direito à ampla defesa e que, caso algum de seus filiados tenha culpa comprovada, serão aplicadas as punições previstas no estatuto do partido. O PT diz ainda se orgulhar por ser um partido cujos governos combatem implacavelmente a corrupção.

O PP, partido que mais teve membros listados entre os que serão investigados pela PGR, também divulgou nota pública. A legenda diz que não compactua com atos ilícitos e confia na apuração da Justiça para que a verdade prevaleça nas investigações da Operação Lava Jato. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também será investigado, deverá se manifestar quando tomar conhecimento dos autos.

Inquérito

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki autorizou abertura de investigação contra 54 pessoas, entre políticos de diversos partidos, por suspeitas de corrupção envolvendo a Petrobras e empreiteiras. Ao todo, ele deferiu 21 pedidos de abertura de 28 inquéritos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, referentes a autoridades com prerrogativa de foro e outros possíveis envolvidos

Publicidade
Publicidade