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Rendimento dos professores caiu 60% em relação ao “mínimo”

Hoje, o rendimento base dos docentes é de menos de dois salários mínimos (R$ 1.356) 28/05/2013 às 18:10
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Rendimentos dos professores estão 60% mais baixos
acritica.com Manaus (AM)

Vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Professor Samuel, protocolou, nesta terça-feira (28), um requerimento junto à Casa solicitando informações da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed) sobre o processo de reajuste salarial dos professores dos últimos 30 anos. Segundo ele, nas últimas três décadas, o rendimento do professor caiu mais de 60%  em relação aos rendimentos do salário mínimo.

Em discurso na tribuna, Samuel afirmou que a gestão educacional no Estado regrediu. Ele disse que em 1985, o piso salarial dos professores correspondia a cinco salários mínimos. Hoje, o rendimento base dos docentes é de menos de dois salários mínimos (R$ 1.356). Segundo a Seduc, o salário do educador no Estado é atualmente de R$ 940,57 somado a uma gratificação de R$ 404,45, que totaliza 1.345.

“Há 28 anos quando entrei no magistério e tive o privilégio de ter Gilberto Mestrinho como governador, recebia por uma cadeira do Estado cinco salários mínimos. Hoje, o professor com a mesma função, as mesmas responsabilidades, recebe no Estado menos que dois salários mínimos, o que equivale a uma queda de mais de 60%. É um retrocesso e não se vê perspectiva de mudanças”, analisou Samuel, mostrando a cópia do contra-cheque  de um professor da Seduc.

O parlamentar disse também que está estudando mecanismos para cobrar da Seduc medidas que possam repor as perdas dos professores. “Já acionei os técnicos da minha equipe para fazer um anteprojeto sobre as perdas salariais dos últimos 30 anos e propor ao Executivo. Caso não recebamos respostas, iremos recorrer ao Ministério Público do Estado (MP-AM). O que não podemos é aceitar esse desrespeito com quem cuida do futuro de nossa região”, afirmou.

Ainda segundo o vereador, além de um salário defasado, o professor da Seduc também não tem direito ao vale transporte e ao vale alimentação, além de não possuir um plano de saúde. “Eu sou professor, sou pedagogo e conheço a realidade. Não estou falando sobre isso hoje, hipoteticamente. O estado do Amazonas pode ter evoluído em diversos aspectos, mas parece que na educação regrediu, o que é lamentável”.

*Com informações da Assessoria de Comunicação

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