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Cotidiano
ALE-AM

Reordenamento da saúde divide deputados estaduais na ALE-AM

Parlamentares da situação e da oposição entraram em embate devido às mudanças que o governo promoverá no sistema de saúde 08/06/2016 às 11:43
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Deputada Alessandra Campêlo teceu críticas ao reordenamento no sistema (Divulgação/Aleam)
Lucas Jardim

O clima na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) nesta terça-feira (7) foi de franco confronto entre a bancada governista e a oposição. Se por um lado a Casa voltava seus olhos para as explicações do secretário de saúde do Estado, Pedro Elias, sobre os recentes cortes anunciados na pasta, a cisão entre os parlamentares tampouco ocupou lugar de menor importância, com trincheiras claras se formando ao redor do deputado David Almeida (PSD), líder do Governo na ALE-AM, e da deputada Alessandra Campêlo (PMDB), uma das críticas mais vocais da gestão José Melo no Legislativo estadual.

Essas trincheiras se estendiam também para o público presente. Informações de bastidores davam conta que apenas apoiadores do governador foram aceitos na plateia do plenário e que opositores tiveram que ficar do lado de fora.

De sua parte, Pedro Elias disse que não veio no último encontro marcado com a ALE-AM, que deveria ter ocorrido no último dia 31, porque estava em uma reunião do Conselho Estadual de Saúde e reiterou diversas vezes que o Governo “não fechará SPAs” e disse que a Saúde está passando por um “reordenamento”, o qual ainda será discutido com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e implantado, segundo a expectativa do gestor, a partir do mês de julho.

“Nós temos dez SPAs. Cinco deles ficarão do mesmo jeito que estão hoje e cinco passarão a ter outra modalidade de atendimento, focado na família”, declarou o titular da Susam.

Ele rebateu as críticas ao fechamentos dos CAICs e CAIMIs, alegando que a transferência desses serviços para policlínicas será benéfica. “Tirar o atendimento, por exemplo, do CAIMI para a policlínica não é piorar o atendimento, é melhorar, porque ele vai ter acesso a outras especialidades. [...] O Ministério da Saúde é completamente contrário à fragmentação do atendimento. Quanto mais concentrado, melhor para a população”, disse Pedro.

David Almeida atribuiu a necessidade das ações drásticas na saúde à crise econômica e ao investimento do Governo Federal em projetos estrangeiros. “Sabe por que falta dinheiro para a saúde não só do Amazonas mas de todo o Brasil? É porque o Governo Federal investiu em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, em Cingapura, em Ruanda!”, disse, para uma plateia que o aplaudiu.

Alessandra Campêlo foi dura diante da plateia que insistia em vaiar durante sua fala e rebateu as propostas do Governo, reiterando que os contratos de obras deveriam sofrer cortes antes da saúde. “O senhor diz que não serão fechadas unidades. Serão sim. Dizer que os CAICs não serão extintos não é verdade. Alguns vão ser usados por outras unidades, outros não”, declarou.

Questionamento

O deputado José Ricardo Wendling (PT) questionou novamente a decisão do governo estadual de fechar unidades de saúde, como Centros de Atenção Integrais à Criança (Caics), Centros de Atenção Integrais à Melhor Idade (Caimis) e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs), o que irá prejudicar a população.

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