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Representantes da indústria e do comércio estão preocupados com o risco de greve da Suframa

Possibilidade de nova greve de funcionários ser deflagrada na autarquia causa preocupação em lideranças do comércio e da indústria 21/11/2014 às 09:22
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Na última quarta-feira, servidores lotaram plenário Ruy Araújo, na Assembleia Legislativa, para debater seus problemas
alik menezes Manaus (AM)

Representantes da indústria e do comércio do Amazonas lamentam o risco iminente dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) entrarem em greve. Eles afirmam que entendem a busca por melhoria salarial e esperam que o Governo Federal se sensibilize com a causa, mas acreditam que a decisão pela paralisação trará prejuízos gigantescos para a economia.

O anúncio da possível greve foi feito na última quarta-feira (19), na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) Anderson Belchior. Ele disse que nesta sexta-feira (21) haverá uma reunião, em Brasília, e caso a resposta do Governo não seja favorável, uma assembléia será convocada para a próxima segunda-feira. A paralisação de 100% das atividades pode ter início na sexta-feira (28).

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a luta dos servidores é justa, mas isso trará prejuízos sérios para a economia do Amazonas. “É uma pena que a greve irá acontecer. Não condeno o posicionamento dos servidores da Suframa, é um descaso muito grande do ministério com a autarquia. A Suframa tem ligação direta com a indústria e o comercio, tudo que entra no Polo Industrial de Manaus (PIM) passa pela Suframa. A greve vai travar tudo e o prejuízo vai ser imenso”, disse.

Ele afirmou, também, que é preciso a união de toda a sociedade para que o Governo Federal se sensibilize com a causa e dê mais atenção à Suframa. “Neste momento precisamos do apoio de mundo, dos parlamentares, da indústria, do comércio para sensibilizar o Governo Federal. Essa paralisação vai piorar a economia e o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus que não está bem desde o ano passado. Isso prejudica todo mundo, até os trabalhadores da indústria”, disse.

O executivo defendeu que a resposta do Governo Federal já deveria ter sido dada há três meses e que o modelo Zona Franca colabora para a economia de todo o País. “É um descaso muito grande com o órgão. A Suframa é um projeto de desenvolvimento regional, mas importante para todo o País. E ter que ser encarado como um modelo de desenvolvimento, sim”, afirmou.

ACA prevê prejuízos ao comércio

Para o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, é inaceitável que os servidores da Suframa ainda tenham recebido nenhum posicionamento sobre as reivindicações. “É um absurdo que a questão salarial desses servidores não seja resolvida. Eles precisam dar qualidade de vida para suas famílias”, disse.

Mesmo concordando com a legitimidade da causa, Bicharra espera que os servidores e o Governo entrem em acordo. Caso contrário, a greve deve travar a economia do Estado. “Vai ser um prejuízo imenso. Esse ano foi muito ruim para o comércio e o cenário para 2015 não é bom. Uma greve deflagrada nesse momento vai prejudicar todo o Estado. Esse não é o momento para a greve. Essa greve vai piorar de forma sensível nossa atuação”, disse.

Gustavo Igrejas

O superintendente interino da Suframa, Gustavo Igrejas, espera que a paralisação não aconteça.   Mas, caso ocorra, se manifesta duas preocupações: com o prejuízo das empresas e também com o prejuízo interno, uma vez que a atividade de reestruturação da autarquia também seria paralisada pela greve.

 “A gente tem que pensar junto com o sindicato um plano de contingência e isso foge um pouco da alçada da Superintendência porque a questão da greve é um direito do servidor”, disse Igrejas.

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