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Cotidiano
DÍVIDA

Resolução da dívida dos estados é prioridade, afirma ministro Henrique Meirelles

Segundo Meirelles, a ideia é encarar a questão do endividamento dos estados, não como dívida temporária, mas como algo que possa, de fato, "dar aos estados um horizonte para os próximos anos" 30/05/2016 às 19:56
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Meirelles afirmou que a resolução do problema será buscada com lealdade, em parceria com os estados (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A questão da dívida dos estados é a prioridade do Ministério da Fazenda nos próximos dias, disse hoje (30), no Rio de Janeiro, o ministro Henrique Meirelles. O ministro, que já voltou para Brasília, onde se reunirá com o grupo de trabalho que estuda o assunto, foi homenageado nesta segunda-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 

Segundo Meirelles, a ideia é encarar a questão do endividamento dos estados, não como dívida temporária, mas como algo que possa, de fato, "dar aos estados um horizonte para os próximos anos". Ele explicou que isso pode ocorrer por meio da criação de leis que deem ao Executivo estadual proteção contra toda sorte de pressões "para que, no futuro, as finanças do estado possam também trabalhar”.

Meirelles afirmou que a resolução do problema será buscada com lealdade, em parceria com os estados. “Não estamos aqui para prometer, mas para resolver o problema e para fazer avançar a economia."

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, disse ter recebido com satisfação a informação do ministro da Fazenda e reafirmou que o Executivo estadual precisa renegociar a sua dívida. “Os problemas são graves, e nós contamos que um bom entendimento com o governo federal é essencial para que possamos rolar nossa dívida.”

Indagado sobre qual seria a demanda atual, Dornelles respondeu que a demanda verdadeira era o “perdão da dívida para sempre”. Ele destacou, entretanto, que ficará satisfeito com qualquer carência para o pagamento da dívida que for apresentada pela União.

De acordo com Dornelles, o governo tomará medidas muito duras e enérgicas para restabelecer a situação financeira do Rio de Janeiro. Ele não quis, porém, antecipar que medidas seriam essas. “Primeiro, a gente toma medida, depois anuncia.”

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