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Resultado da eleição na Câmara de Manacapuru é suspenso

Vereador Elmênio Rodrigues (PMDB) tinha vencido disputa pela presidência da Casa. Medida é derrota para prefeito ‘Tororó’ 13/01/2015 às 12:59
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Planos de Elmênio Rodrigues (PMDB), braço forte do prefeito Tororó foram frustrados pela Justiça Eleitoral
Raphael lobato Manacapuru (AM)

A juíza convocada do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Joana dos Santos Meireles, determinou ontem a suspensão dos efeitos das últimas eleições presidenciais da Câmara de Manacapuru, realizadas no último dia 15 de dezembro. O vereador Elmênio Rodrigues (PMDB) havia vencido a disputa após uma sequência de manobras da base do prefeito Jaziel Nunes (PSC), o “Tororó”.

Com a casa fortemente divida, o ex-presidente da Câmara do município, Wanderley Barroso (PCdoB), viu a candidatura de Elmênio Rodrigues ameaçada pela oposição, que reunia oito dos 15 vereadores em torno de Alfredo do Social (PRB). O parlamentar aceitou ser o candidato do grupo após não conseguir o apoio do prefeito Tororó para entrar na disputa.

Para desfalcar o bloco de Alfredo, o presidente da casa cassou monocraticamente o mandato do vereador oposicionista Jucimar Fonseca da Silva (PRB) no dia das eleições, levando o placar a 7x7. Barroso acusou Jucimar de acumular cargos no município. Em caso de empate, o candidato de Tororó seria beneficiado por ser mais velho que o vereador dversário.

O grupo de Alfredo então esvaziou a sessão da eleição, numa tentativa de boicotar a votação, mas não obteve sucesso. Os governistas conduziram o processo e deram vitória a Elmênio Rodrigues. Nas semanas seguintes, o grupo ingressou com ações conjuntas no TJ-AM questionando as eleições e a cassação de Jucimar Fonseca.

Na decisão publicada ontem, a juíza Joana dos Santos afirma que as denúncias “demonstram com satisfatória clareza que efetivamente houve violação” ao regimento interno da casa, que diz que as eleições só podem acontecer com a presença da maioria absoluta dos vereadores. As eleições ficarão suspensas até o julgamento da ação.

Já o processo que questiona a cassação do vereador Jucimar está agora sob a relatoria do desembargador Wellington Araújo, que analisará um pedido de reconsideração. A ação havia sido recebida pelo desembargador Yêdo Simões, que negou os pedidos em plantão por considerar que não havia clareza sobre a inocência do parlamentar.

“Nós agora vamos trabalhar para preparar a nova eleição. O ato de Wanderley foi arbitrário e desrespeitou todos os princípios da casa”, disse Alfredo do Social, por telefone. O vereador aliado do grupo, Zeca Furtado (PV), disse que as manobras “bagunçaram a Câmara” do município e que agora “haverá ordem novamente no parlamento”.

A reportagem de A CRÍTICA tentou localizar Elmênio Rodrigues durante toda a tarde de ontem, mas não obteve sucesso. O secretário de governo do município, Marcos Antônio Favoretti, mas preferiu não se manifestar.

Desafeto irá assumir presidência

Apesar de ter manobrado para evitar a vitória da oposição, a base de Totoró na Câmara será agora comanda pelo vereador oposicionista Beto D’ângelo (PV). O parlamentar assumirá a presidência porque, em caso de suspensão das eleições, o regimento determina que o vereador mais votado no último pleito comande o processo.

D’ângelo havia sido cassado em novembro passado também em ações coordenadas pelo ex-presidente Wanderley Barroso (PCdoB). A acusação foi a mesma usada contra Jucimar Fonseca, de ter permanecido no cargo de agente policial mesmo após ser empossado como vereador, em 2012.

O vereador, no entanto, teve a decisão derrubada no início de dezembro por decisão do desembargador do TJ-AM, Sabino Marques.

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