Sábado, 18 de Setembro de 2021
CPI da Pandemia

Reverendo Amilton de Paula admite erro ao negociar vacinas e chora durante depoimento à CPI

Religioso é apontado como intermediário das tratativas entre o Ministério da Saúde e a Davati Medical Supply, na suposta compra de vacinas superfaturadas



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03/08/2021 às 19:13

O reverendo Amilton Gomes de Paula admitiu erro ao negociar vacinas contra a Covid-19, e chorou durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, nesta terça-feira (3). O religioso é apontado como intermediário das tratativas entre o Ministério da Saúde e a Davati Medical Supply na suposta compra de vacinas superfaturadas.

Amilton é fundador e presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), uma Organização Não-Governamental (ONG) sem fins lucrativos, que teria sido autorizada pelo governo federal a negociar as vacinas. Questionado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO) sobre o envolvimento da Senah nas negociações, Amilton chorou. 



"Talvez seja o momento de fazer juízo de meia culpa, porque o princípio fundamental que nós seguimos é a verdade, e vossa senhoria conhece a verdade dos fatos. Então, eu queria lhe dar a oportunidade para fazer uma fala nesse sentido, e dizer a essa CPI e ao Brasil: se arrepende, foi vítima, partícipe? Qual o seu real papel em tudo isso?", provocou o titular da CPI.

“Eu creio que foi o maior erro que eu fiz foi abrir a porta da minha casa num momento em que eu estava enfrentando a perda de um ente querido. E eu queria vacina para o Brasil. Eu tenho culpa, sim”, admitiu o reverendo, emocionado. 

Marcos Rogério chegou a subir o tom ao falar da aproximação entre o policial militar Luiz Paulo Dominghetti e o representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, e afirmou que eles aparentavam serem “dois trambiqueiros". O senador, porém, disse que preferia acreditar na “boa fé” do reverendo, e questionou se ele se arrependia de algo.

“Hoje de madrugada antes de vir pra cá eu dobrei os meus joelhos, orei, e eu peço desculpas ao Brasil. E o que eu cometi não agradou primeiramente aos olhos de Deus... E esse erro que eu cometi, se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria. Peço perdão para os senadores, a todos os deputados, e se eu puder fazer algo para melhorar a vida de alguém... Jamais fraudei ou tirei algo de alguém, e estou aqui para contribuir com o Brasil sempre", concluiu.
 

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