Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
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Ricardo Nicolau tenta se defender novamente à base de ameaças contra Dissica Calderaro

Nicolau sinaliza usar vídeo com falsas acusações contra Dissica Calderaro, que afirma: “ninguém conseguirá nos calar”



1.gif Renata Guerreiro conversa com repórter e cinegrafista após dar depoimento falso com o rosto coberto. Todos serão processados
06/06/2013 às 08:03

“Não há vídeo ou ameaça, não há nada que vai calar A CRÍTICA ou qualquer um da minha família”. Com essas palavras, o presidente do sistema A CRÍTICA de Rádio e Televisão, Dissica Tomaz Calderaro, repudiou a mais recente ameaça à família Calderaro proveniente do deputado Ricardo Nicolau (PSD).

Na sexta-feira, o deputado procurou o governador Omar Aziz (PSD) para informar sobre uma gravação contra Dissica: um vídeo que mostra uma conhecida estelionatária, Renata de Oliveira Guerreiro, dando depoimento que tenta vincular Dissica a casos de prostituição infantil e orgias.



Na conversa com o governador, Nicolau foi aconselhado a não dar crédito a esse tipo de denúncia. No dia seguinte, Aziz alertou Dissica sobre o encontro com o deputado, informando que o mesmo alegava estar de posse do vídeo.

Dois dias depois, o panfleto “Folha do Trânsito”, cuja autoria Nicolau já assumiu, trouxe textos tratando de pedofilia e consumo de drogas (os mesmos temas do vídeo). “Era um claro recado de que ele (Nicolau) tinha a intenção de usar o vídeo que, até então, era apenas rumor. É intimidação barata! Não conheço a mulher que aparece nas imagens, nunca tive contato com ela. Agora nós vamos procurar os responsáveis pela gravação e tratar dessa falsidade na devida esfera legal”, completou Dissica.

Segundo ele, esta será mais uma tentativa sem sucesso, do deputado, de tentar calar A CRÍTICA: “Continuaremos de mãos dadas com o povo, fazendo o jornalismo sério que toda a cidade conhece. Não há nenhuma chance de abandonarmos nossa missão porque ‘A’ ou ‘B’ não gostou de ter seus atos públicos questionados”.

Estocolmo

O vídeo contra Dissica Calderaro foi gravado na época da Operação Estocolmo, que investigou empresários e políticos envolvidos com prostituição infantil.  Além de tentar envolvê-lo no escândalo, Renata Oliveira Guerreiro aparece nas imagens respondendo perguntas direcionadas e faz acusações contra outros empresários e políticos com mandato em todos os níveis do poder público.

O vídeo, conforme A CRÍTICA apurou, foi produzido para colocar em xeque a operação da Polícia Civil, realizada sob o comando da delegada especializada em Atenção e Proteção a Crianças e Adolescentes, Linda Glaúcia de Moraes. Ela é citada diversas vezes na gravação.

A CRÍTICA foi o primeiro e único órgão de imprensa de Manaus a dar todos os detalhes da operação policial.

Justiça

No processo que será impetrado na Justiça para apurar os responsáveis pela produção do vídeo, Dissica Calderaro vai pedir a identificação dos profissionais que fizeram e conduziram a gravação, os quais também serão processados por injúria, calúnia e difamação.

Longa folha corrida na polícia

Renata Oliveira Guerreiro, 30, acaba de sair da cadeia e tem uma longa ficha corrida na polícia amazonense, com indiciamento por crimes que vão da chantagem à extorsão e passam pelo favorecimento à prostituição e o estelionato.

Em abril, por exemplo, ela passou cinco dias presa num processo por extorsão e favorecimento à prostituição, crimes cometidos contra um empresário, de quem tentou extorquir, ao lado de Wilkens Moacir Maciel Fernandes, R$ 15 mil.

Segundo depoimento da vítima, confirmado em interrogatório pela própria Renata, ela inventou que estava grávida dele para tentar conseguir dinheiro.

Em 7 de agosto de 2010, em sua “versão estelionatária”, Renata  foi presa acusada de dar um golpe de mais de R$ 300 mil na praça de Manaus. As vítimas foram 20 comerciantes.

Na época ela mantinha uma empresa, em nome de um laranja, e comprava, usando cheques sem fundo, produtos de informática e papelaria para revendê-los  a preços mais baixos que os de compra.  Ela foi indiciada por estelionato e formação de quadrilha.

Na época da prisão, o delegado do 6º Distrito Integrado de Polícia, João Neto, explicou que o golpe era sofisticado. “Ela pagava uma média de R$ 3 mil a R$ 4 mil, por mês, a Carlos para que ele fizesse as transações em nome da empresa. Cada envolvido tinha uma função: um adulterava balancetes da empresa, outro era responsável por driblar as lojas quando descobriam que os cheques não tinham fundos”, explicou.

Além dos golpes nos lojistas, Renata Oliveira Guerreiro fez quatro empréstimos em agências bancárias de Manaus, no valor de R$ 95 mil para a compra de carros que nunca foram pagos.

A “versão chantagista” e agenciadora de mulheres surgiu seis anos antes, quando aos 22 anos ela foi presa, ao lado de uma adolescente de 17 anos, na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, tentando extorquir um político.


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