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Rio Negro pode ter entrado em período de repiquete, afirma chefe do serviço hidrográfico

Comportamento das águas mostra uma indefinição sobre o fim da cheia. Os dados informam que na última sexta-feira o rio Negro desceu um centímetro passando de 29,61 metros para 29,60 metros 24/06/2015 às 09:11
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O Negro deu uma subida no fim de semana, mas ficou estável desde segunda
acritica.com ---

O rio Negro pode ter entrado no período do ‘repiquete’, desde a última sexta-feira, mas o fato só será confirmado se o rio subir novamente hoje. A análise é do chefe do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira, após constatar na manhã de ontem que o rio não se alterou e permaneceu na cota de 29,64 metros.

Os dados informam que na última sexta-feira o rio Negro desceu um centímetro passando de 29,61 metros para 29,60 metros. No último final de semana, o rio retornou a subir um centímetro por dia. Na segunda-feira o rio subiu mais dois centímetros chegando a cota de 29,64 metros.

Desde segunda-feira a cota do rio não teve alteração e permaneceu aos 29,64 metros nesta terça-feira. Conforme Valderino, a cheia está normalizada, e caso o rio retorne a subir hoje, ficará caracterizado que estaremos vivenciando o fenômeno ‘repique’ que ocorre todos os anos no período entre o final da cheia e o início da vazante.

“Creio que podemos estar nos aproximando do final da enchente, isso tudo depende do que vai ocorrer amanhã (hoje)”, reforçou Valderino.

No dia 23 de julho de 2014, a cota do rio Negro foi de 29,46 metros, 20 centímetros menor que este ano. Em 2012, ano da cheia recorde a cota máxima foi de 29,97 metros, mas no dia 23 de junho, o rio media 29,45 metros, 21 centímetros a menos que este ano e parecia ter iniciado a vazante.

Até a última sexta-feira, a Defesa Civil do Amazonas havia registrado 52 municípios atingidos com a cheia deste ano. Deste balanço, dois estão em estado de calamidade pública que são Boca do Acre e Anamã que entrou na sexta-feira. Em situação de emergência são 46 municípios e em situação de alerta são quatro municípios. Ao todo são 460,191 mil pessoas afetadas.

Quatro mil alunos prejudicados

Por causa da cheia mais de quatro mil alunos estão sem aulas nas escolas estaduais do interior. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) são aproximadamente 25 escolas em 16 municípios que se encontram paralisadas. A previsão é que as aulas retornem ao fim da enchente.

A Seduc informou que assim que as atividades escolares retomarem, essas unidades escolares adotarão um calendário letivo especial de modo a repor todos os dias cujas aulas foram interrompidas.

As escolas que estão com as aulas interrompidas são dos municípios de Alvarães, Anamã, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Coari, Iranduba, Itacoatiara, Japurá, Juruá, Manacapuru, Nhamundá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá e Tefé.


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