Publicidade
Cotidiano
Notícias

Risco de contrair doenças agrava no período de vazante no AM

Quando as águas começam a baixar e a sujeira fica aparente, começa o período propício para as ‘doenças da vazante’ 22/10/2014 às 09:07
Show 1
Quando o nível do igarapé do Tarumã começou a baixar, o lixo acumulado nas margens ficou preso à vegetação e espalhado por todo lado, no entorno das casas
Perla Soares Manaus-AM

Durante a cheia dos rios, famílias afetadas pela subida das águas, em Manaus e no interior do Amazonas, ficaram expostas a uma série de doenças, que podem ser contraídas pelo contato ou ingestão da água e alimentos contaminados. Quando o nível dos rios baixa, na vazante, o risco de contrair enfermidades continua. Surtos de doenças como diarreia, hepatite A, malária e leptospirose são registrados nessa época.

A comerciante Rosana Lima Queiroz, 47 que mora próximo ao igarapé do Tarumã há 20 anos, disse que é certo as crianças adoecerem quando o rio seca. “Menino é curioso, quando esse igarapé começa a baixar, eles brincam lá nas pedras que aparecem na cachoeira, ficam igual a macaco, de um lado para o outro. Depois estão cheios de coceira, febre , além de encontrarem cobras e outros bichos”, disse Rosana.

O motorista Marcos Santos de Araújo, 35, disse, que quando o rio desce, o lixo aparece ao longo do igarapé do Tarumã. “Além de lixo doméstico, como garrafas e sacos de lixo, ainda tem os bichos que aparecem e trazem doenças, como ratos, e animais peçonhentos, como o escorpião”, afirmou.

‘Vigilância’

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que “mantém a vigilância e o alerta permanente” para a ocorrência das chamadas “doenças da vazante”. A principal preocupação dos profissionais de saúde é a prevenção de doenças como hepatites A e E, leptospirose, febre tifóide, verminoses, gastroenterites, dermatites (doenças de pele), conjuntivites e doenças diarreicas, além de ataques de animais peçonhentos (cobras, aranhas e escorpião) e casos de malária na área rural de Manaus.

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, informou que o trabalho permanente de vigilância em saúde tem sido fortalecido com o objetivo de reduzir o impacto das vazantes dos rios Negro e Amazonas na saúde da população, evitando e prevenindo surtos de doenças.

“A vigilância e o alerta dos profissionais de saúde são reforçados durante o período de vazante para que se identifique o mais rápido possível qualquer tipo alteração do perfil epidemiológico da população. A partir daí, é possível tomar as medidas necessárias para proteger a saúde das pessoas”, explica Homero.

Educação como forma de alerta

O sanitarista e assessor da Subsecretaria de Gestão da Saúde da Semsa, Romeo Rodrigues Fialho, disse que, além do trabalho de vigilância em Saúde, as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) realizam ações de educação em saúde sobre os cuidados necessários durante o período da vazante, como o consumo de água tratada e a destinação adequada do lixo.

O sanitarista ainda informou que todos os profissionais estão realizando distribuição de hipoclorito de sódio para a purificação caseira da água para consumo humano e de soro para hidratação oral. Além de orientações de como deve ser tratado, armazenado e descartado o lixo domésticos. “Simples cuidados com a higiene e atenção quanto ao encontro de animais peçonhentos são importantes”, destacou.

Publicidade
Publicidade