Sábado, 20 de Julho de 2019
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Roberto Freire fala sobre governo Dilma em entrevista

O Presidente nacional do PPS, Roberto Freire , afirma que partido acertou em abandonar a aliança com o PT e manter-se na oposição, trincheira na qual permanecerá nas eleições gerais do ano que vem



1.jpg Para o Presidente nacional do PPS, Roberto Freire Lula deixou um abacaxi para Dilma Rousseff
26/08/2013 às 11:04

O presidente nacional do Partido Popular Socialista (PPS), deputado federal Roberto Freire (SP), vê com otimismo a possibilidade de haver pelo menos quatro candidatos de oposição ao governo petista nas eleições de 2014. Sobre o Amazonas, ele disse que não interfere nas decisões sobre alianças e candidatura majoritária, mas afirma que a base dessa deliberação deve ser tomada com o PSDB do prefeito Artur Virgílio Neto. A seguir, trechos da entrevista concedida por Freire, no sábado (24), quando participou, em Manaus, da abertura do Encontro Estadual do PPS, que é uma preparação da militância socialista para o 18º Congresso Nacional.

O encontro tem como proposta definir pré-candidaturas do PPS para 2014?

Isso será definido junto com as forças políticas que tiveram a vitória aqui em Manaus. Tivemos um time vitorioso com o prefeito Arthur Virgílio. Não temos porque não dar continuidade com essa formação para 2014. Certo é que vamos tratar o processo junto com essas forças.

O PPS, que participou do governo do ex-presidente Lula, pode vir a compor com o PT?

Somos um partido oposicionista. Na época que tomamos essa decisão, muitos discordaram. O Ciro Gomes, por exemplo, permaneceu no governo. Alguns achavam que o momento talvez não fosse adequado. Logo depois veio o mensalão. Hoje o que o PPS analisa disso tudo é que a coisa mais certa que fizemos foi nos afastarmos do bloco político do Lula e dos petistas.

Nos estados, aliar-se ao governador é um bom caminho. Mas, no Amazonas, o governador é aliado da presidente Dilma.

Quem for Dilma, não é PPS. Só isso. Se isso acontecer, por exemplo, nós tivemos em alguns municípios, nos mais de seis mil municípios brasileiros, algumas poucas alianças com o PT. Mas isso é uma coisa muito localizada. Coisa de um município. Eleição nacional, evidentemente, você não vai ter o partido junto com candidatos do governo se você nacionalmente está fazendo oposição ao governo. A coisa mais simples do mundo é arrumar um governador que, pelo menos, permita que a gente faça oposição ao governo.

Mas o PPS sendo cabeça de chapa, a aliança é possível?

Aí eu não vou fazer aliança, os outros vão fazer aliança comigo sabendo que a gente tem um candidato de oposição ao governo do PT, de Lula e Dilma. É bem diferente. Não vetaremos quem quiser nos apoiar contra Dilma, Lula, o PT. No Brasil tá todo mundo desconfiado. Mas sendo a Dilma ou qualquer outro, não importa. Esse bloco político que tá no governo, além de ser corrupto, é incompetente. E pior do que isso vai levar esse país para uma crise muito mais séria do ponto de vista econômico.

O que o PPS oferece de novo ao País?

Nós precisamos de uma nova economia. O Lula surfou na onda da economia mundial, mas se descuidou de governar o Brasil. Apelou para o populismo, consumismo exacerbado, agora a fatura está sendo paga indevidamente pelas famílias brasileiras. O consumo já caiu, até porque era voo de galinha. País não cresce com consumo, mas sim com produção e investimento, coisa que Lula não fez. Pior: deixou para Dilma um grande abacaxi, só que ela não pode dizer que é abacaxi porque ela só é presidente por conta desse abacaxi que Lula nos deixou.

Em que nível está a conversa do PPS com o PSDB?

Vim aqui para ver voo está o nível de discussão no Amazonas (risos). A orientação é aquilo que sempre foi: trabalhar junto com forças mais ou menos afins, apresentar propostas, como se fez em Manaus, e procurar fazer o mesmo no Amazonas, afirmando que forças políticas podem estar juntas nesse bloco vitorioso aqui em Manaus. Quem ganha em Manaus tem um peso muito grande numa eleição estadual. Se você pegar o eleitorado de Manaus frente ao do Amazonas verificará que é, proporcionalmente, um dos maiores do Brasil. Não sei se tem outra maior, não acredito. Então o peso evidentemente existe, então essas forças têm que começar a discutir.

Temos no Amazonas um cenário onde PPS e PSDB já caminham juntos. A nível nacional, isso pode acontecer?Caminhar junto pode. Mas a tendência hoje, majoritária, eu poderia dizer em perspectiva, é de que o PSDB tenha uma candidatura e o PPS outra. Mas, vamos estar todos no campo de oposição e, no segundo turno, juntos.

É uma corrida?

Claro. Estou imaginando, inclusive, que se a oposição mantiver os quatro candidatos que estão aí se apresentando para o pleito, existe um risco grande de o(a) candidato(a) do governo não ir nem para o segundo turno. Já imaginou?

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