Sábado, 14 de Dezembro de 2019
Notícias

Rodoviários fazem paralisação por atraso de salário e população sofre com escassez de ônibus

Funcionários das empresas Líder, Vegas e São Pedro aderiram à greve e cerca de 40 mil pessoas foram prejudicadas. Sinetram diz que salário será pago hoje



1.jpg Funcionários da empresa São Pedro cruzaram os braços
09/12/2015 às 10:02

Rodoviários de algumas empresas de ônibus de Manaus paralisaram as atividades no início da manhã desta quarta-feira (9) e prejudicaram cerca 40 mil usuários do transporte em Manaus. A greve é uma resposta pelo atraso no pagamento de salários.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), a paralisação foi aderida pelas empresas Líder, Vegas e São Pedro. Até o momento, só saíram 16 carros da empresa São Pedro. Enquanto na Líder e na Vegas nenhum carro foi liberado para rodar. Segundo o Sinetram, o salário deverá ser pago hoje, como ficou acertado na segunda-feira.



O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Josildo Oliveira, liberou todos os funcionários das empresas São Pedro e Vega, onde os funcionários estão com salários atrasados. “O pagamento está atrasado desde sábado e já vem atrasando há cinco meses”, afirmou.

Conforme o Josildo, oito das dez empresas aderiram à paralisação, sendo que algumas estão rodando com 70% da frota, outras circulando somente com 30%, e outras pararam totalmente. O objetivo é parar tudo mesmo caso os trabalhadores não recebam o salário, e que só retornem completamente à tarde, se o pagamento foi feito.

A funcionária pública Simone Araújo foi uma das usuárias do transporte prejudicadas com a greve. “Estou desde as 6h45 esperando o ônibus na Alvorada 1, perto da Arena da Amazônia, e simplesmente os ônibus não param porque estão vindo super lotados. Infelizmente é a nossa situação: uma humilhação”, contou.

Reunião

Uma reunião está marcada para acontecer ainda hoje na sede da Prefeitura de Manaus, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, entre os representantes dos rodoviários e os donos das empresas de ônibus, além da presente do superintendente Municipal dos Transportes Urbanos (SMTU).

Reivindicação

“Os empresários estão banalizando, brincando com os trabalhadores. A gente entende a preocupação do prefeito em garantir o transporte para a população e há um ano e meio não se tem greve em Manaus, mas não somos escravos para ficar trabalhando de graça. Trabalhamos 30 dias por mês e se alguém falta o dia, ganha justa causa ou suspensão”, informou Josildo.

“Os empresários pegaram nosso pagamento e dividiram em três parcelas. Isso já é uma sacanagem. Nós somos trabalhadores como qualquer outro. Nós só voltaremos a trabalhar quando pagarem. A gente não vai mais fazer essa brincadeira. Se não sabe ser empresário, largue porque tem outros querendo ser. Chega! Ninguém mais vai aceitar isso”, disse.

Decisão judicial

A paralisação total de funcionários de algumas empresas de ônibus descumpre a decisão tomada no sábado (5) pela presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho, de que, em caso de greve, os rodoviários deveriam manter circulando 70% da frota de ônibus em Manaus, ou seja, apenas 30% dos coletivos e funcionários poderiam parar.

Desde segunda

A greve dos ônibus acontece desde segunda-feira em Manaus, porém como a maioria dos estabelecimentos públicos não funcionou devido aos dias de folga causados pelo ponto facultativo e feriado de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Amazonas, ontem, dia 8, a paralisação não causou transtornos nos primeiros dias.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.