Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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RODOVIÁRIOS

Rodoviários mantêm 100% de greve hoje, mas prometem 30% dos ônibus amanhã (1º)

Eles devem completar o quarto dia de greve nesta sexta-feira com 70% da frota nas garagens. Até agora, não houve acordo com empresários para reajuste salarial


31/05/2018 às 15:49

A greve dos rodoviários de Manaus deve completar quatro dias nesta sexta-feira (1º) com 30% dos ônibus circulando pela cidade. É a promessa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), Givancir Oliveira. Hoje, 100% dos ônibus ficaram parados, o que deve continuar até o fim do dia.

Segundo Givancir, a circulação de 30% da frota amanhã ocorrerá para manter o movimento grevista dentro da legalidade, já que é a cota mínima exigida pela Justiça para o serviço. “Amanhã colocaremos os 30% em rotação”, disse Givancir.

Os rodoviários querem reajuste salarial de 3,5% do dissídio do ano passado e mais 3% deste ano. “Manaus está parada porque Sinetram e a prefeitura se recusam a cuidar da nossa categoria. Só peço duas coisas: que o Sinetram respeite nosso piso salarial e que o MP libere as catracas. Nós não queremos prejudicar a população”, falou Oliveira.

Revoltados

O líder dos rodoviários falou ainda que a paralisação total de hoje, no feriado de Corpus Christi, ocorreu por revolta da categoria. “Hoje não entraríamos com 100% paralisados. Iríamos com os 30% prometidos, mas a classe se revoltou e paralisou total. Isso porque o Sinetram passou a oferecer vagas de emprego, oferecendo salário menor, para substituir e demitir parte da minha classe. São dois mil com emprego comprometido, com ameaça de demissão. Os ânimos afloraram e acabamos entrando nos 100%”, disse.

Conforme Givancir, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) “fugiu com a razão” durante as negociações ocorridas ontem (30). “Além de oferecerem um reajuste baixíssimo, ridículo, ameaçam cortar em 50% o salário de dois mil funcionários nas ruas. Eles perderam o controle, e nós também”, declarou Givancir.

R$ 200 mil por hora

Com a greve, o Sindicato dos Rodoviários contraria a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) e fica sujeito a pagamento de multa de R$ 200 mil por cada hora de paralisação. “É uma multa ilegal, uma cobrança sem fundamento e que vamos recorrer. Hoje vamos esfriar as cabeças, tentar retomar a negociação com o advogado do Sinetram e amanhã estamos colocando parcela mínima da frota nas ruas”, finalizou Givancir.

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