Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
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Rodrigo Maia cobra novo modelo para a Zona Franca de Manaus

'A gente tem que dar uma solução para a Zona Franca. Não dá para manter pelos próximos 30 anos', disse o presidente da Câmara, nesta segunda (12)



DSADAS_ABFD513B-D76F-4A6E-8F82-62D825F73F96.jpg Foto: Agência Brasil
12/08/2019 às 16:10

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assegurou nesta segunda-feira (12) que uma eventual tentativa de recriação da CPMF não será aprovada na Câmara dos Deputados “em hipótese nenhuma”. Maia também apontou a questão da Zona Franca de Manaus, como um tema caro a deputados e senadores da Região Norte.

“A gente tem que dar uma solução para a Zona Franca. Não dá para, da noite para o dia, acabar com a Zona Franca, mas também não dá para manter pelos próximos 30 anos a mesma estrutura que a Zona Franca tinha no passado e que tem hoje”, afirmou.

Em evento do Banco Santander, em São Paulo, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Maia também disse que Toffoli sugeriu uma “boa ideia” que é a retirada de temas tributários do texto constitucional.

O presidente da Câmara citou diversos desafios a serem enfrentados na reforma tributária, após a Casa ter concluído a análise da reforma da Previdência na semana passada.

“A única certeza que eu tenho —e falo com toda liberdade, até porque o presidente da República também já falou, não fica parecendo que é um conflito meu com a equipe econômica— é que nós não vamos retomar a CPMF na Câmara em hipótese nenhuma”, disse Maia.

“Nós comandamos o fim da CPMF, eu era o presidente nacional do DEM em 2007, o DEM comandou isso, não é na minha presidência na Câmara dos Deputados que eu vou recriar esse imposto, que é ruim, que é cumulativo, que é ruim para a sociedade. Essa é a única certeza”, garantiu.

Os comentários de Maia vêm em um momento em que a equipe econômica de Bolsonaro, especialmente o secretário da Receita, Marcos Cintra, tem defendido a criação de um tributo sobre movimentações financeiras ou sobre pagamentos, em moldes parecidos ao da extinta CPMF.

Nesta segunda, também em São Paulo, mas em evento na Associação Comercial da cidade, Cintra voltou a defender um imposto sobre transações. [nL2N2580NW]

Na sexta-feira (9), ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi indagado se haveria a criação de um imposto sobre movimentação financeira, e respondeu que, em relação à CPMF, que disse que era sobre o que poderia falar, não haveria a recriação.

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