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Cotidiano
115 votos de diferença

Rodrigo Maia é eleito presidente da Câmara com 285 votos contra 170 de Rosso

Parlamentar do DEM fica no mandato 'tampão' por conta da renúncia de Eduardo Cunha até fevereiro de 2017, quando haverá nova eleição 13/07/2016 às 23:31 - Atualizado em 13/07/2016 às 23:33
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Rio de Janeiro continua à frente da Casa. O antecessor de Rodrigo, Eduardo Cunha, também foi eleito pelo Estado
Redação e Agência Brasil

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) é o novo presidente da Câmara dos Deputados. O parlamentar do DEM cumprirá um "mandato-tampão", após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência na semana passada.

Rodrigo irá presidir a Casa Legislativa apenas até fevereiro de 2017, quando um novo presidente será escolhido para o mandato de dois anos.

Ele derrotou Rogério Rosso (PSD-DF), candidato do Governo Temer, por 285 votos contra 170, no segundo turno da votação na madrugada de quarta (13) para quinta-feira (14) em Brasília (DF). Foram registrados cinco votos em branco.

No discurso em que pediu votos dos colegas, antes da eleição, ele disse que, para que a Câmara retome a sua independência, é “preciso acabar com o império dos líderes”. “Vamos trabalhar para acabar com o império dos lideres”, disse. “Os lideres são fundamentais, mas não são os únicos que têm direito à palavra. Cada um de nós tem direio a usar esse microfone. Vamos devolver ao plenário a sua soberania”.

Ao abrir o seu discurso Maia relembrou sua trajetória no parlamento e disse que não imaginava que iria concorrer à presidência. O deputado disse ainda que o país só vai superar a crise política quando a Câmara conseguir superar a crise pela qual vem passando. “A solução [para a crise] não passa por nenhum outro Poder, passa pela Câmara”, disse.

O deputado também citou episódios de corrupção envolvendo parlamentares. “Convoco a todos, independente do resultado, para que, a partir de amanhã, possamos virar essa página que envergonha cada um de nós, onde a prioridade hoje não é o plenário, mas o interesse pessoal de um, dois, três deputados”, criticou.

Maia também voltou a afirmar que vai valorizar o papel das minorias no processo parlamentar. “Quem quer calar a oposição não quer democracia, queremos uma oposição forte ao nosso governo, porque uma oposição forte vai ajudar a enxergar os nossos erros”, disse.

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