Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020
FORA

Rússia é banida da Olimpíada de 2020 e da Copa de 2022 por doping

Na última segunda-feira, o Comitê de Compliance da Wada, um dos principais painéis da entidade, sugeriu medidas drásticas contra o esporte russo após revelação de doping



99999_71E48DB4-8C2F-4F06-BDB6-C65C35B52D26.jpg Foto: Reprodução / Internet
10/12/2019 às 13:58

A Rússia foi banida das competições esportivas mundiais – incluindo a Olimpíada de 2020, em Tóquio, a Olimpíada de Inverno de 2022, em Pequim, e a Copa do Mundo de futebol de 2022, no Catar – por quatro anos em punição pelo escândalo de doping no país. A suspensão foi imposta pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e anunciada nesta segunda-feira (9). A Rússia tem três semanas para recorrer contra a decisão à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Caso o banimento seja mantido, a Rússia não poderá ter sua bandeira erguida ou seu hino tocado nos torneios. Atletas que não estejam envolvidos nos casos de doping ainda poderão competir, mas sob uma bandeira neutra, como já ocorreu nos  Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em Pyeongchang, na Coréia do Sul, e com a equipe russa de atletismo na Rio-2016. 



Na última segunda-feira, o Comitê de Compliance da Wada, um dos principais painéis da entidade, sugeriu medidas drásticas contra o esporte russo, o que foi aprovado com unanimidade nesta segunda pelo Comitê Executivo, após uma reunião em Lausanne, na Suíça.

“A lista completa de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade) foi aprovada por unanimidade dos 12 membros do Comitê Executivo”, declarou o porta-voz James Fitzgerald aos jornalistas presentes na sede da Wada.

A decisão da Wada poderá trazer fortes consequências para a Uefa e para a Fifa. A tendência é que ela não afete os jogos da Eurocopa de futebol do próximo ano, a ser realizada em diversas cidades espalhadas pelo continente, incluindo São Petersburgo. A mesma cidade russa já foi escolhida pela Uefa para receber a final da Liga dos Campeões em 2021. A Wada deve explicar essa situação em breve.

Denúncias – Um relatório produzido por Richard McLaren, um professor e advogado canadense comissionado pela Wada e pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) expôs em 2016 o esquema de doping envolvendo dirigentes do esporte e do governo russo. O documento estabelece que o Ministério do Esporte, a agência antidopagem e o serviço federal de segurança do país estavam “envolvidos em um elaborado esquema de trapaça que se estendeu além dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi de 2014.”

“A surpresa no resultado da investigação de Sochi foi a revelação da extensão da supervisão e controle diretivo do laboratório de Moscou no processo e acobertamento das amostras de urina dos atletas russos de todos os esportes antes e depois dos Jogos de Sochi”, escreveu McLaren. O documento afirmou ainda que exames de vários atletas do Mundial de Atletismo de Moscou-2013 foram substituídas antes do envio a outro laboratório da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

O investigação da Wada confirmou as declarações do médico Grigory Rodchenkov, que, em maio, revelou que o serviço secreto russo “violou as garrafas” onde estavam armazenadas a urina de atletas dopados, incluindo 15 medalhistas olímpicos, e que o governo russo desejava “vencer a qualquer custo”. Exilado nos Estados Unidos, Rodchenkov alega ainda que dopou atletas para as Olimpíadas de Londres-2012,  entre outros torneios de atletismo.

*Com Estadão Conteúdo

 

 

 

 

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.