Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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RIVALIDADE

Rússia e Estados Unidos trocam farpas sobre a Venezuela na ONU

De um lado, o país europeu acusa os EUA de 'orquestrar golpe de Estado' na Venezuela, enquanto secretário de Trump sustenta que Maduro lidera 'Estado mafioso e ilegítimo'


AFP
26/01/2019 às 11:46

A Rússia acusou neste sábado na ONU o governo dos Estados Unidos de querer "orquestrar um golpe de Estado" na Venezuela, mas Washington afirmou que o presidente Nicolás Maduro lidera um "Estado mafioso ilegítimo" e pediu a união de todos países às "forças liberdade" em apoio ao opositor Juan Guaidó.

"A Venezuela não representa uma ameaça à paz e à segurança. (...) é uma tentativa de Washington de orquestrar um golpe de Estado", afirmou o embaixador da Rússia, Vassily Nebenzia, na sessão.

Mas o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou, na sede das Nações Unidas, que Maduro lidera "um Estado mafioso e ilegítimo" e "que muitos venezuelanos estão morrendo de fome" devido a "um experimento socialista que provocou um colapso da economia". 

"Agora é a hora de cada nação escolher de que lado estão. Sem mais atrasos, sem mais jogos. Ou está com as forças da liberdade, ou está na liga de Maduro e seu caos", afirmou Pompeo.

"Chegou a hora de apoiar o povo venezuelano, reconhecer o novo governo liderado pelo presidente interino (Juan) Guaidó e terminar com esse pesadelo. Sem desculpas", insistiu. 

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Pompeo também alertou Maduro sobre a proteção aos diplomatas americanos na Venezuela - cujo prazo para deixar o país estabelecido por Maduro vence amanhã. 

"Deixem-me ser 100% claro: o presidente (Donald) Trumo e eu esperamos que nossos diplomatas continuem recebendo as proteções previstas pela Convenção de Viena", disse. "Não ponham à prova os Estados Unidos em sua resolução de proteger nosso povo". 

Um projeto americano de declaração do Conselho de Segurança sobre Venezuela que pedia "apoio pleno" à Assembleia Nacional dirigida por Guaidó foi bloqueado nesta manhã por China e Rússia.

Os Estados Unidos nomearam Elliott Abrams - diplomata questionado que participou de campanhas anticomunistas na América Central - como emissário para "restaurar a democracia" na Venezuela. 

 

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