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Rússia e França concordam em coordenar ações militares contra o Estado Islâmico

Grupo terrorista assumiu responsabilidade por queda de avião russo no Egito, no dia 31, e ataques na França, há cinco dias. Governos vão se unir contra o EI 17/11/2015 às 15:29
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Vladimir Putin e François Hollande concordaram em coordenar ações militares contra o Estado Islâmico
Agência Sputnik Brasil Moscou

Os presidentes da Rússia e da França, Vladimir Putin e François Hollande, concordaram em coordenar ações militares de seus países na luta contra os terroristas do Estado Islâmico, informou nesta terça-feira a assessoria de Imprensa do Kremlin. Os líderes dos dois países chegaram ao acordo de cooperação na luta contra o terrorismo durante conversa telefônica por iniciativa do governo francês.

“Os líderes deram atenção especial ao reforço da cooperação bilateral e multilateral para combater o terrorismo internacional. Ficou acertado o estreitamento do contato e a coordenação de ações dos serviços especiais dos dois países ao longo das operações antiterroristas realizadas pela Rússia e pela França na Síria”, revelou um comunicado oficial do governo russo.

Mais cedo, Putin havia solicitado que fosse criado, junto com a Marinha da França, um plano de ações conjuntas terrestres e marítimas na Síria. Ele destacou que o governo francês, que enviou um porta-aviões à costa da Síria, deverá ser tratado como aliado pelos militares russos.

Desde 30 de setembro, a aviação russa, a pedido do presidente sírio, Bashar Assad, realiza ataques contra os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente Nusra. O chefe do Estado Maior da Rússia, general Valery Gerasimov, informou nesta terça-feira que, desde o começo da operação, as Forças Aeroespaciais da Rússia realizaram cerca de 2,3 mil voos de combate e destruiu mais de 4,1 mil alvos dos terroristas.

Pedido de apoio

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia informou que o governo russo pediu a todos países e organizações que ajudem a localizar os terroristas envolvidos na explosão do avião A312 no Egito, que caiu no dia 31 de outubro. A aeronave explodiu quando voava da cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito, rumo a São Petersburgo. Todos à bordo morreram.

Nesta terça-feira, a Rússia oficialmente concluiu que o acidente foi um ato terrorista. O ministério informou que o país também iniciou sua própria operação em busca de suspeitos e cúmplices pela queda do avião. A busca continuará até que os envolvidos no crime sejam identificados, encontrados e levados à Justiça, “onde quer que estejam”.

Os trabalhos serão realizados conforme o artigo 51 da Carta da ONU, que trata do direito de países-membros à autodefesa em caso de ataque armado. O ministério também pediu ao Conselho de Segurança da ONU que finalize demora o esboço de resolução enviado pela Rússia no dia 30 de setembro. O texto tem como objetivo formar uma ampla coalizão internacional contra o terrorismo.

União Européia

A União Europeia (UE) apoiou, de forma unânime, o pedido de assistência militar feito pela França, na sequência dos atentados de Paris, anunciou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. “Hoje, a UE, pela voz de todos os Estados-Membros, manifestou o maior apoio e disposição de dar a assistência pedida”, afirmou Mogherini, em entrevista conjunta com o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.

O presidente francês, François Hollande, recorreu ao Artigo 42-7 dos tratados europeus, que prevê uma cláusula de solidariedade em caso de agressão contra um país da UE. “É um artigo que nunca tinha sido usado na história da nossa União”, disse Mogherini. Os ministros da Defesa europeus, reunidos em Bruxelas para um conselho da UE, não chegaram a tomar uma decisão formal.

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