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Cotidiano
saúde

Em seis anos, Maternidade Dona Lindu já realizou 55,1 mil partos

Instituto comemorou ontem seis anos de funcionamento festejando os mais de 1,2 milhão de atendimentos 18/06/2016 às 09:33
Show dona lindu
Como parte da festa pelos seis anos de criação, funcionários entregam kits de enxoval para as mães internadas (Evandro Seixas)
Silane Souza Manaus (AM)

Em seis anos de existência, o Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL) realizou mais 55,1 mil partos, sendo 60% normal, e 1,2 milhão de atendimento. Todavia, ainda esse ano, a instituição deixará de oferecer os serviços especializados de ginecologia e mastologia para atuar somente como maternidade, conforme previsto no processo de reordenamento da Rede de Atenção em Saúde em fase de implementação pelo Governo do Estado. A mudança ocorrerá no decorrer do mês de julho. 

De acordo com a diretora do IMDL, Grasiela Leite, o reordenamento será muito favorável a unidade e possibilitará a ampliação de leitos da Maternidade Dona Lindu. “Vamos ter mais 60 leitos de obstetrícia e ampliar de duas para três o número de salas de cesariana e de uma para duas de curetagem. Isso vai melhorar o atendimento das mulheres em trabalho de parto ou com problemas de curetagem, que às vezes demoram a ser atendidas em razão da grande demanda e da pouca quantidade de espaços que temos para esses serviços”, afirmou.   

Além disso, Grasiela aponta que o acolhimento a mulher será feito de forma melhor com a ampliação da recepção que contará com profissionais disponíveis para esse atendimento. O espaço físico proporcionará mais conforto as usuárias do instituto além de diminuir o tempo de internação das pacientes. “Se ela chega à unidade e é atendida de imediato consequetemente receberá alta mais precocemente, principalmente em relação ao procedimento de curetagem que vai fluir melhor. Hoje ainda é difícil  por falta de espaço”, relatou. 

A diretora enfatizou que o Banco de Leite Fezinha Anzoategui e o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis), que funcionam no IMDL, não sofrerão alteração com o reordenamento da Rede de Atenção em Saúde. “Vamos ampliar o Banco de Leite e adquirir mais materiais para poder receber mais leite materno visto que teremos maior demanda e o Savvis é importante para que a gente possa prestar assistência multidisciplinar, com equipe especialmente capacitada para este tipo de acolhimento”, pontuou Grasiela.

Ontem, no aniversário de seis anos do instituto funcionários e convidados participaram de uma celebração ecumênica, no auditório da instituição. As mães internadas na unidade receberam “kits” de enxoval para bebê. Na ocasião, a diretoria da unidade anunciou a implantação, ainda este ano, do Centro de Parto Normal Intra-Hospitalar, que funcionará como uma unidade de atenção ao parto e ao nascimento humanizado. 

Destaque

Com a nova fase, os serviços especializados de ginecologia e mastologia do Instituto da Mulher Dona Lindu passarão a ser executados pelo Instituto de Ginecologia da Alvorada, que deixará de funcionar como maternidade, para adotar esse novo perfil, de acordo com o processo de reordenamento da Rede de Atenção em Saúde.

Instituto vai ser só maternidade

O projeto do Centro de Parto Normal Intra-Hospitalar a ser implementado no Instituto da Mulher Dona Lindu, que passará a ser chamado de Maternidade Dona Lindu após o reordenamento do sistema, está em fase de conclusão e faz parte dos esforços da Susam para tornar o parto normal uma experiência cada vez mais natural e humanizada. 

O pressuposto do atendimento humanizado é o respeito à vontade da mãe, dispensando procedimentos como indução do parto por medicamentos, uso de anestesia e cesárea. “Nesse espaço, as gestantes vão encontrar um ambiente acolhedor e equipes preparadas para ajudar a tornar o momento do parto o mais natural possível”, explicou a diretora do IMDL, Grasiela Leite.

Ela frisou que a instituição foi planejada para ser um marco no conceito de acolhimento e atendimento humanizado. Na área de Obstetrícia, o IMDL tem como política o atendimento humanizado às grávidas e seus recém-nascidos, com uma série de características que fortalecem as boas práticas na assistência ao parto. “A maternidade é pioneira, no Amazonas, na utilização do método Canguru, que permite o contato pele a pele entre mãe e bebê contribuindo no processo de recuperação das crianças prematuras”.

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