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Cotidiano
DIA DO NORDESTINO

Saiba algumas das histórias de vida de um povo que sempre ajudou o Amazonas

Os nordestinos constituem parcela significativa e importante na construção do Estado. Hoje, o dia é dedicado a eles 07/10/2017 às 18:47 - Atualizado em 08/10/2017 às 11:43
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Daniela e Mariomar não são nordestinos, mas gostam tanto das coisas daquela região que fundaram bar temático (Foto: Evandro Seixas)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Os nordestinos constituem parcela significativa e importante na construção do Amazonas. Neste domingo, dia dedicado a eles, não podemos esquecer um dos mais significativos: o maranhense Eduardo Ribeiro (1862-1900), governador do Estado responsável por obras seculares do período áureo da borracha como o Teatro Amazonas.

Na atualidade, muitos deles que escolheram Manaus como sua terra seguem a labuta de seus antepassados batalhando dia a dia por um lugar ao Sol e colecionando conquistas. A cabeleireira Vilma Lopes, 39, é exemplo de garra da mulher nordestina. Natural de Luzilândia, no Piauí, ela tinha 17 anos quando chegou à capital amazonense com os pais, que vieram a trabalho. De lá para cá, ela não fez outra coisa profissionalmente que não fosse embelezar sua clientela.

Hoje, ela tem sua própria empresa - o Espaço Vilma Lopes - que recentemente mudou-se para um outro local: as ambiências do Cheik Clube, no Centro da capital amazonense. 
Outra das vertentes e paixões de Vilma é ajudar o próximo. Ela é uma das fundadoras do grupo “Mais Amor Por Favor”, que há dois anos leva ações de solidariedade às crianças e parcelas menos assistidas da população, com distribuição de sopa a cada dia 15 dias.

No próximo dia 15, ela e os membros do grupo vão organizar uma ação social em alusão ao Dia das Crianças, que é comemorado dia 12. “Estamos arrecadando doações de roupas e brinquedos que serão distribuídos, e vamos fazer uma ação social com corte de cabelo, um dia de lazer com pula-pula, palhaços, pizza, bolo, pipoca e refrigerante. O local é a Igreja Nossa Senhora de Nazaré, no bairro da Paz. “A Pastoral da Criança nos cedeu o local e vamos fazer essa festa no dia 15, quando pretendemos reunir de 200 a 250 pessoas”, informa. Quem estiver interessado em ajudar o grupo “Mais Amor por Favor” pode entrar em contato com a própria Vilma pelo 99208-9431.

Baiano do boxe

O baiano Pedro Nunes de Oliveira veio do sertão de Feira de Santana (BA) para Manaus em 1990. O intuito, diz ele, era montar um projeto social ligado ao boxe. Daí nasceu o projeto Ring Boxe, uma iniciativa que já ajudou, segundo ele próprio, a mais de 5 mil jovens a sair do mundo da criminalidade nas aulas realizadas de segunda a sexta no ginásio do CCA Zezão, na Zona Leste da cidade.

Em 1997 ele fundou a Federação Amazonense de Pugilismo (FAP), a qual comanda até hoje. Das mãos “que um dia a terra há de comer” desse nordestino de 52 anos de idade saíram a primeira campeã amazonense campeã brasileira boxe, Maria Marreta, em 2002. No final de 2004, ele treinou Cássio Humberto no vice do Brasileiro em Belém do Pará.  

Sua última façanha no boxe foi colocar um cadeirante para lutar no CCA Zezão, durante a 3ª etapa do Torneio Ring Boxe, em 16 de setembro. Foi Marcley Medeiros, que sagrou-se campeão para orgulho do mestre. 

“Tenho orgulho de ser nordestino, mas quem me deu espaço foi Manaus. Acho que Deus me deu uma missão. É gratificante quando um ex-aluno me diz que é médico, advogado e que começou aqui no projeto Ring Boxe. E agora fizemos o Marcley campeão e isso é muito gratificante”, disse ele, de sotaque arrastado e forte, casado com a amazonense Edna Marques, e pai de Rita Dulce, em homenagem à conhecida Irmã Dulce. Para ajudar o projeto Ring Boxe, você pode entrar em contato com Pedro Nunes pelo fone 99135-0128.

Bar traz um pouco do sertão para a capital amazonense

O casal de empresários   Daniela Albuquerque e Mariomar Júnior não são nordestinos, mas a admiração por esse povo fez com que eles abrissem, há 4 meses, o bar temático Fulô de Mandacaru. Funcionando na rua São Roque, 30, Alvorada 1, Zona Centro-Oeste, o empreendimento traz um pouquinho do Nordeste para Manaus com decoração e iguarias que fazem o frequentador “embarcar no clima”. Nas paredes, a ambientação traz desenhos de Lampião e Maria Bonita e elementos do sertão como cactos. No cardápio, há da buchada de bode ao sarapatel.

Para festejar a semana, o bar organizou, na última sexta, um tradicional pé de serra com clássicos do Rei do Baião Luiz Gonzaga e Falamansa, entre outros.
“Abrimos de quarta a sexta de 18h às 1h, aos sábados de meio-dia a 1h e domingo de meio dia às 16h. Criamos o bar por gostarmos do Nordeste, que já visitamos várias vezes”, disse Daniela Albuquerque.

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