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Cotidiano
TERAPIA

Saiba como a terapia cognitiva estimula a memória de portadores de Alzheimer

Karina Alecrim, especialista em estimulação cognitiva para idosos, explica que o tratamento do Alzheimer deve ser feito em conjunto com outras áreas de saúde com uma atuação transdisciplinar 27/03/2016 às 18:17 - Atualizado em 27/03/2016 às 22:15
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O ideal é que o trabalho seja feito antes de manifestações de síndromes demenciais (Foto: Reprodução/Internet)
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A perda de memória é um dos primeiros sintomas. Naquele instante a família se depara com a surpreendente e triste realidade do que está acontecendo. E agora? O que fazer para pelo menos amenizar sua progressão e promover uma maior e melhor qualidade de vida enquanto esta ainda existir para os portadores de Alzheimer.

Psicóloga com trabalho dedicado à psicologia clínica, a especialista em estimulação cognitiva para idosos, Karina Alecrim garante que a estimulação como alternativa de tratamento não medicamentos à Doença de Alzheimer se faz importante não só para o treino das funções cerebrais perdidas como também no controle de outros sintomas, promovendo assim o bem estar do paciente e o ajudando a viver melhor com as limitações que a doença lhe impõe.

De acordo com a psicóloga, o ideal mesmo é que o trabalho de estimulação cognitiva seja feito antes de manifestações de síndromes demenciais, para prevenção. “Sim, o trabalho também é realizado após o aparecimento dos sintomas, no entanto, o importante é deixar claro que o paciente se beneficiará e muito do tratamento, mas o que ele perdeu, já perdeu mesmo, infelizmente não há como recuperar”, explica Karina.

Segundo ela, atualmente, com o trabalho de estimulação cognitiva em pacientes já doentes, é possível conseguir evitar o avanço da doença. “Dessa forma podemos evitar que o paciente sofra mais perdas. Então, por aí se pode avaliar o quanto seria bom se as pessoas soubessem e investissem em um trabalho preventivo”, alerta.

Mudança

Karina Alecrim explica que  não se pode permitir que o idoso evoque o passado buscando sentido para sua vida, deslocando para o futuro possibilidades de reparação. “Porém, se o futuro não mais existir, o idoso irá afundar-se em um futuro de não-ser que o arranca violentamente de um campo considerado por ele de desejo”, destaca.

Ela diz que ao se deparar com o processo de envelhecimento é possível ter que enfrentar com o Alzheimer, uma das demências mais incidentes da atualidade. O ideal é que se esteja pronto para não se afligir com esse processo. “Temos a tendência de descartar a possibilidade de que possa haver qualidade de vida para o idoso comprometido e que esse possa vir a tê-la enquanto esta ainda existir e a qualidade de vida para o idoso com Doença de Alzheimer é uma realidade atual e possível”, aponta. 

Karina explica que o tratamento e acompanhamento da doença deve ser feito em conjunto com outras áreas de saúde, com uma atuação transdisciplinar que envolva fisioterapia, nutrição, psicologia, farmácia, enfermagem, entre outros. “Essa equipe de  profissionais deve ter como base suas áreas de origem, bem como, reciprocamente, nas áreas de atuação de cada um dos colegas, promovendo uma maior eficácia do encaminhamento global ao paciente”, afirma a psicóloga.    

Importância do apoio

Para o engenheiro e professor Robson Alves Motta, o amor e a dedicação da família e orientação de um bom especialista são fatores essenciais para a melhoria da qualidade de vida de um portador da doença, assim como também os cuidados, segurança e preparo para se lidar com as várias situações que podem vir a ocorrer. Filho de José Motta, portador da doença de Alzheimer, Robson e seus quatro irmãos e sua mãe driblam todos os dias os percalços da doença.

“Existem vários estágios do processo, pois o humor oscila, a depressão pode chegar quando ele percebe a realidade em que está vivendo. Mas fazer as coisas que ele gosta, mostrar o quanto é amado, além de estimular a memória por meio de lembranças afetivas ou terapias ajudam e muito a retardar e melhorar os sintomas”, avalia.

O engenheiro afirma que conviver com a doença não é tarefa das mais fáceis mas se existir união entre a família, amor e dedicação, cuidados com o paciente e um bom acompanhamento profissional, as chances de qualidade de vida para ambas as parte são as maiores possíveis.

Serviço

O quê: Consultório de Psicologia Karina Alecrim 

Site: http://karinabessamundopsi.blogspot.com.br

Contato: 98113-8355

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