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Cotidiano
CONTO DE FADAS

Em busca do príncipe encantado? Você pode sofrer da Síndrome de Walt Disney

Pessoas que vivem num mundo de conto de fadas, à espera do “felizes para sempre” e que acreditam não serem felizes sozinhas podem sofrer do problema 18/02/2018 às 15:07 - Atualizado em 18/02/2018 às 17:37
Show vida
Foto: Divulgação
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Nos contos de fadas, é comum encontrar histórias onde princesas apaixonadas vivem em busca de seus príncipes encantados e relacionamentos perfeitos. Algumas delas até beijam sapos e feras na espera de uma transformação, para enfim, viverem o "felizes para sempre". Na vida real a história é diferente, mas, existem muitas pessoas que levam essa ficção a sério. Esse transtorno é real se chama Síndrome de Walt Disney.

A Terapeuta Emocional para Mulheres, Camilla Couto explica como detectar a Síndrome de Walt Disney: “chamamos assim aquela crença infantil, aquela esperança mágica de que a partir do dia em que encontrarmos o parceiro certo ou formarmos uma família, teremos encontrado a felicidade eterna”, afirma.

A terapeuta, que trabalha com foco em relacionamentos, lembra que mesmo que não nos identifiquemos imediatamente com a síndrome, temos que lembrar de atitudes comuns nos relacionamentos. “Querer que o parceiro mude a qualquer custo não é o mesmo que acreditar que sapos, quando beijados, viram príncipes?”, questiona.
"É verdade que, desde meninas, somos instigadas a acreditar no final feliz dos filmes e das novelas – que, normalmente, aparece após uma cena de casamento, que fecha a história, mas não mostra como é a vida depois. A realidade é sempre bem diferente”, reflete a terapeuta.

Lidando com o problema
Um dos maiores erros dos relacionamentos, segundo a terapeuta, é acreditar que o outro seja fonte principal da nossa felicidade. Mas, se isso é tão comum, como lidar? Segundo ela, os remédios mais indicados contra a Síndrome de Walt Disney são: parar de criar expectativas e deixar de fantasiar: “quando enxergamos e aceitamos a realidade, isto é, a beleza dos seres humanos (com todos os seus defeitos), assim como a natureza dos relacionamentos (com seus momentos de alegria e os de crise – altos e baixos), fica muito mais fácil se relacionar sem se frustrar”.

É realmente amor?
Outra maneira de espantar essa síndrome é identificando dentro de nós o que realmente nos move nos relacionamentos. Será que é mesmo amor? Ou será que estamos nos relacionando por carência, medo de ficarmos sozinhas ou apego à fantasia daquilo que talvez um dia nossos parceiros possam vir a ser se mudarem, se conseguirmos comprar aquela casa maior, se tivermos um filho ou mais um. 

A terapeuta Camilla ainda lembra: “Enquanto ficamos presas às nossas expectativas e fantasias de como o parceiro ou o relacionamento deveriam ser para sermos felizes, privamo-nos de enxergar a beleza de como eles realmente são – inconstantes, assim como tudo na vida real”, finaliza. 

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