Domingo, 13 de Outubro de 2019
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Saiba como investir no mercado financeiro em 2015

As aplicações em renda fixa estão em alta. Já o mercado de ações, nem tanto. Veja quais as melhores apostas para 2015



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31/01/2015 às 18:01

Estamos apenas no segundo mês de 2015, mas já fica claro que o ano será turbulento para a economia brasileira. A instabilidade do cenário é provocada por juros altos com tendência de alta e índices inflacionários igualmente altos, além de uma projeção de PIB cada vez menor. Diante deste quadro, este não é o melhor ano para o mercado financeiro, o que não significa dizer que os investimentos, desde um simples depósito na poupança até uma aposta em ações, devam ser postos de lado pelos brasileiros.

Mas o clima geral é de apreensão e a tendência do investidor, iniciante ou experiente, é ficar temeroso sobre onde e como investir seus recursos neste momento. Para dar uma ‘mãozinha’ ao investidor, DINHEIRO consultou um especialista da área para explicar as modalidades de investimentos, seus pontos positivos e negativos. Agora é só escolher as aplicações que mais lhe atraem e montar sua carteira de aplicações.

Mercado de Ações

Para os que pretendem investir em ações este ano, a cautela deve ser palavra de ordem. Por hora, o cenário econômico do Brasil não favorece os investimentos das empresas nacionais e não as tornam tão rentáveis, fazendo com que a aposta nelas seja menos interessante.

Fundos de Renda fixa

Para um dos sócios da Ação Investimentos - empresa amazonense especializada em mercado financeiro -, Luiz Bacellar (foto), as pessoas que visam retorno a curto prazo devem apostar todas as suas fichas (ou boa parte delas) nos investimentos de Renda Fixa, isto é, aplicações cuja rentabilidade é referenciada pela Taxa Selic, hoje fixada em 12,25%. “Quanto maior a taxa de juros, maior a rentabilidade. Por outro lado, parte dos fundos de renda fixa não são isentos de Imposto de renda (IR), um fator importante na hora de calcular os ganhos reais”, explica. Poupança Entre os fundos DI (Renda Fixa), a mais tradicional aplicação de recursos do brasileiro vem à cabeça: a poupança. Porém, apesar de ser isenta de IR e de taxas administrativas, sua rentabilidade é fixa (6% ao ano mais Taxa Referencial - TR). Em tempos de juros altos, dificilmente as economias vão render mais do que a inflação que hoje está no teto da meta do governo (6,5%).

CDBO

Certificado de Depósitos Bancários (CDB) não tem taxa de administração e também ‘trabalha’ conforme a Selic. “Digamos que se o rendimento fosse de 100%, o ganho seria de 12,25%”, exemplifica Bacellar. Porém quem opta por este tipo de aplicação não está isento do IR, o que pode comprometer os ganhos reais.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) serão duas ‘queridinhas’ em 2015. Igualmente isentas de IR e referenciadas pela Selic, elas contam com o Fundo Garantidor de Créditos, que cobre investimentos de até R$ 250 mil em caso de falência do banco. “Os setores imobiliário e o de agronegócios sempre vão demandar financiamento e os bancos usam estas letras para viabilizar os empréstimos, o que garante ao investidor um retorno mais sólido”, detalha.

Tesouro direto

Esta modalidade é para os que querem comprar títulos públicos do governo. É dividida em três categorias, uma indexada ao IPCA (N.T.N), outra indexada à Selic (L.F.T) e outra com rentabilidade pré-fixada (L.T.N) que pode não ser tão interessante para aplicações de curto prazo.

Debêntures

Já as debêntures são apostas em títulos de grandes empresas. Esse tipo de investimento estará ‘na moda’ em 2015. trata-se da aquisição de títulos de dívidas de companhias como a Vale e a concessionária do Aeroporto de Guarulhos.

Imóveis e dólar

Essas duas modalidades estão em baixa. A primeira não conta com um cenário confiável para aquisições e a segunda, por sua alta cotação, não propicia compra de valores altos. “Mas ter uma parte do capital em dólar, dá uma segurança ao investidor”, aponta.

Fundos de investimentos

A vantagem é poder investir junto com um grupo grande de pessoas, o que exige um volume menor de capital para iniciar a aplicação.


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