Terça-feira, 21 de Maio de 2019
RÉVEILLON

Saiba como proteger cães e gatos do barulho dos fogos de artíficio no Réveillon

Fechar os portões da casa, técnica do abraço, colocar música clássica e deixá-los com livre acesso são algumas dicas



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A empresária Mayara Garcia Feijó faz o que pode para acalmar os animais de estimação dela. (Foto: Arquivo Pessoal)
30/12/2016 às 17:42

Para nós, seres humanos, as festas de fim de ano são sinônimo de alegria, no entanto, para nossos ‘amiguinhos’ nem sempre é assim. Quem tem cachorro, gato  e passarinhos em casa sabe como é assustador para eles o momento da queima de fogos de artifícios. Apesar disso, existem algumas dicas que podem amenizar esse efeito.

A empresária Mayara Garcia Feijó tem dois cães em casa e sempre que começa a queima de fogos eles saem correndo para a varanda de seu apartamento para latir. “O meu medo é que ao correr para lá, eles se apóiem na parte de vidro e o risco de os dois quebrarem é alto, então no primeiro barulho, a gente já tranca tudo”, conta.


Mayara Feijó ao lado de seus animais (Foto: Arquivo pessoal)

Para acalmar os cães da raça buldogue francês e inglês, Mayara conta o que faz. “Saio correndo para carregar os dois para o meu quarto, ligo a TV pra distrair, encho de petiscos e eles ficam trancados no quarto comigo até se acalmarem”, acrescentou a empresária.                      

A médica veterinária Gabriela Imakawa explica que os pets ouvem até cinco vezes a mais que a gente. “Logo, o momento da queima de fogos é assustador para eles, pois é bem mais alto e incomoda a audição deles”, disse.

Orientação médica


Na foto a médica veterinária Gabriela Imakawa (Foto: Arquivo pessoal)

Imakawa orienta os donos a utilizarem tampões nos ouvidos dos animais, bem como ficar atento para a reação deles. “Alguns animais podem ter convulsões, mas isso é em casos daqueles que já têm pré-disposição para epilepsia, doença no coração e entre outros”, explica.

A especialista pede que os donos antes de tomarem qualquer decisão de medicar o animal procurem um veterinário. “Cada animal tem uma reação diferente. Nem sempre o que funcionou em um, vai dar certo em outro”, acrescenta Imakawa.

Com base na experiência

A educadora canina Karina Mayo, trabalha desde 2014 como ‘pet sitter’, na tradução simples ‘babá de animais’. Segundo ela a primeira coisa que se deve pensar é na segurança. “Deixar o portão fechado, não vacilar com a porta aberta, pois alguns, no momento da queima podem fugir. Se o animal da pessoa tiver muito medo, o ideal é que o dono o identifique. Colocar uma coleira com o nome do dono e o telefone”, afirmou.

Outro ponto importante nesse processo é o dono identificar onde o animal se sente mais seguro em casa. “Se o cão vai para debaixo da cama, debaixo da mesa, o ideal é deixar o pet ter acesso a esse local. Mas, sobretudo ficar atento se nesse local não terá algum objeto cortante e perigoso”, acrescenta a pet sitter.

Algodão no ouvido resolve?

Para Mayo, a recomendação é que o animal já esteja acostumado. "O problema é que a maioria dos donos só se preocupa com essas questões no dia dos fogos.Não adianta colocar na hora e esperar que o animal responda bem. Cada caso é um caso. O ideal, assim como todas as outras dicas, é adaptar o animal antes de submetê-lo a essas situações”, recomenda. 


(Foto: Reprodução/internet)

Karina explica ainda que os gatos sentem praticamente a mesma coisa que os cachorros. "Mas eles são mais sutis quanto as reações, enquanto que os cães se expressam com mais facilidade", diferencia.

Técnica do abraço

Outra alternativa conhecida como a técnica do abraço, é uma das dicas indicadas tanto pela médica veterinária, quanto a pet sitter. “A técnica consiste em amarar em volta do pet um pano em formato de oito. Ela é baseada num estudo científico e realmente funciona. No entanto, o dono precisa fazer isso nos pontos certos do corpo. O ideal é que o animal fique amarrado por no máximo 30 minutos”, explica Karina Mayo.


(Reprodução/internet)

Música também ajuda

Segundo Mayo, colocar música clássica em volume ambiente ajuda a abafar o barulho externo, assim como ligar o ar-condicionado e ventiladores. Outra alternativa é o uso de óleo essencial de lavanda. Podem ser colocados na casinha dos pets. Além dessas dicas, os feromônios, que podem ser encontrados em Manaus, ajudam a minimizar o extresse dos cães", finaliza a pet sitter. 

E os passarinhos?

A médica veterinária Imakawa recomenda que os donos de passarinhos cubram as gaiolas e coloquem num local reservado. "Podem cobrir com um pano ou toalha para que a gaiola fique escura e eles se sintam confortáveis. Quanto à medicação, seguimos a mesma recomendação: somente com orientação clínica", availou, acrescentando para o dono ficar atento. 


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