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Saiba mais sobre os sintomas e tratamento da Chikungunya

Ministério da Saúde dá detalhes sobre doença semelhante à dengue e que já teve pelo menos 828 registros no país. Em Manaus, primeiro caso foi confirmado na última segunda (3) em venezuelana que passava férias na capital 06/11/2014 às 17:36
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Aedes Aegypti, transmissor da dengue, é responsável pela febre chikungunya
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Até 25 de outubro, o Ministério da Saúde havia registrado 828 casos de febre Chikungunya no Brasil, sendo um deles em Manaus, onde uma venezuelana que passava férias na capital foi diagnosticada com a doença na última segunda-feira (3). A chikungunya provoca sintomas semelhantes aos da dengue e é causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV) transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Saiba mais sobre a doença:

FEBRE E SINTOMAS

O que é a febre chikungunya?

É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Quais são os sinais e sintomas?

Febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Como se identifica um caso suspeito?

O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.

Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?

De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.

Se a pessoa for picada neste período, infectará o mosquito?

Isso pode ocorrer um dia antes do aparecimento da febre até o quinto dia de doença, quando a pessoa ainda tem o vírus na corrente sanguínea. Este período é chamado de viremia.

Dor nas articulações também não ocorre nos casos de dengue?

Sim, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

Existem grupos de maior risco?

O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo?

Sim.

TRANSMISSÃO

Se um pessoa for picada por um mosquito infectado necessariamente ficará doente?

Não. Em média, 30% das pessoas infectadas são assintomáticas, ou seja, não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.

Quem se infecta com o vírus fica imune?

Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.

Uma pessoa doente pode infectar outra saudável?

Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.

A mãe grávida transmite o vírus para o bebê?

Não há evidências de que o vírus seja transmitido da mãe para o feto durante a gravidez. Porém, a infecção pode ocorrer durante o parto. Também não há evidências de transmissão pelo leite materno.

É possível a transmissão por transfusão sanguínea?

Com os cuidados da segurança do sangue que a rede de hemocentros no Brasil já adota para evitar transmissão de doenças por transfusão, não se considera essa via uma forma de transmissão com importância para a saúde pública.

TRATAMENTO

Como é feito o tratamento?

Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

É necessário isolar o paciente?

Como não existe transmissão autóctone no Brasil, é necessário que o paciente evite deslocamento, utilize medidas de proteção individual e permaneça em repouso durante o período de viremia.

O que as pessoas podem fazer para se prevenir?

Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue.

Existe vacina?

Não.

CASOS

Já existem casos no Brasil?

No Brasil, os três primeiros casos importados foram identificados em 2010. Em 2014 foram notificados os primeiros casos autóctones no país. O Ministério da Saúde tem alertado as Secretarias Estaduais de Saúde para manterem os serviços de saúde atentos às pessoas que venham de áreas com transmissão e apresentem os sintomas da doença.

Que medidas podem ser adotadas para evitar a disseminação do vírus?

O mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença.  Isso previne tanto a ocorrência de surtos de dengue como de Chikungunya. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência, ao local de atendimento dos pacientes e nos aeroportos internacionais da cidade em que aqueles residam.

Há transmissão autóctone no Brasil?

Sim. Tivemos as primeiras notificações nos Estados do Amapá e Bahia.

A notificação de casos é obrigatória?

No Brasil, sim. Os casos suspeitos de Chikungunya devem ser comunicados e/ou notificados em até 24 horas a partir da suspeita inicial. Qualquer estabelecimento de saúde, público ou privado, deve informar a ocorrência de casos suspeitos às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde.

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