Publicidade
Cotidiano
Política

Impeachment de Dilma é 'trocar seis por meia dúzia', afirma Amazonino Mendes

As declarações de Amazonino Mendes foram dadas na manhã desta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), em sessão que celebrou o 15º aniversário da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da qual ele é idealizador e fundador 05/04/2016 às 14:27 - Atualizado em 05/04/2016 às 15:04
Show amazonino mendes
O ex-governador Amazonino Mendes (PDT) durante discurso na ALE-AM (foto: Márcio Silva)
André Alves Manaus (AM)

O ex-governador Amazonino Mendes (PDT) se posicionou contrário a saída da presidente Dilma Rousseff da Presidência da República e sustentou que o impeachment seria “trocar seis por meia dúzia”. Ele também criticou a atuação dos políticos no Parlamento, especialmente no Congresso, e afirmou que o comportamento do PMDB, atualmente, é uma “vergonha nacional”.

As declarações de Amazonino Mendes foram dadas na manhã desta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), em sessão que celebrou o 15º aniversário da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da qual ele é idealizador e fundador. O ex-governador centralizou seu discurso, durante a homenagem, na crise econômica e política do País.

“O processo político brasileiro é errado, equivocado. Descobri isso quando fui eleito senador. Passei dois anos no Senado e voltei correndo para cá”, disse ele, ao discursar. “As ações políticas eram de grupos de pessoas, partidos, e jamais pela nação. Percebia-se com clareza a ausência geral do respeito aos ideais partidários. Qualquer um mudava de partido como se mudasse de time de futebol”, comentou. 

Ele citou o PMDB como exemplo da atuação dos partidos políticos atualmente. “Veja o que acontece agora. O PMDB desembarca e não desembarca do governo. Uma vergonha nacional. Não temos ideais”, sustentou Amazonino Mendes.  Na avaliação dele, o País está “sem rumo”. “Você não sabe se acontecer A é bom, se acontecer B é bom. Estamos sem alternativa, sem saída, sem luz”.

Ele também afirmou que cada cidadão, especialmente os políticos, precisa avaliar sua parcela de culpa no contexto da crise política e econômica, que ele acredita ter um papel de “professor”. 

“Qual é o tamanho da nossa culpa? A nossa ausência é criminosa! Não podemos cobrar de governo nenhum soluções no momento da crise porque ele não é Deus. Não se pode cobrar que ele faça mágica porque não é mágico”, afirmou.  Aos políticos, ele disse: “Vamos justificar nossos mandatos. Um mandato não é um presente. Não é uma condecoração. É uma tarefa”.

Publicidade
Publicidade