Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Saúde: Casos de dengue aumentam em 2013 no AM

Número chegou a 11,6 mil em todo o Estado, mas segundo Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), já atingiu pico e começou a estabilizar este mês


17/04/2013 às 06:54

É assustador o crescimento de casos de dengue no Amazonas. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), até nesta terça-feira (16), havia o registro de 11.634 casos em todo o Estado, sendo que destes, 7.755 foram notificados somente em Manaus. A doença já provocou a morte de quatro pessoas na capital e uma em Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus). O total representa mais que o dobro do número de pessoas infectadas no mesmo período de 2012.

No interior, os municípios com maior número de casos são Tabatinga, Humaitá, Manacapuru, Itacoatiara e Santo Antonio do Içá, segundo a FVS.

Segundo nota publicada pelo Ministério da Saúde (MS), seis capitais brasileiras apresentaram crescimento expressivo dos casos de dengue: Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Manaus, Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO).

O presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, não esconde a preocupação com os números, mas lembra que são bem menores que os registrados em 2011, quando 60 mil pessoas foram infectadas pelo vírus da dengue. Na opinião dele, não dá para comemorar, mas a epidemia, que chega todos os anos no período de inverno, vem perdendo forças nas últimas semanas. “Estamos saindo do período crítico. Comprovamos que há um declínio da população de vetores. Manaus, que durante o mês de fevereiro teve semana com registro de 700 casos, ultimamente, tem registrado uma média em torno de 200 casos. Isso se explica com a diminuição do volume de chuvas”, esclareceu o presidente da FVS.

Tipos de vírus

Indagado sobre as causas de tanta variação a cada ano, Bernardino Albuquerque explica que a influência vem de fatores envolvendo principalmente os pacientes. O efeito da doença é menor em quem contrai o vírus pela primeira vez, porém, a partir do primeiro contágio, está iniciado um ciclo envolvendo os quatro tipos de vírus (1, 2, 3 e 4) e as reações do organismo do paciente. “À medida que eu contraio o vírus, fico com uma resistência aos outros tipos. É criado o que chamamos de imunidade cruzada. Essa imunidade dura em torno de três a quatro meses. A população que teve a imunidade no ano passado, perdeu neste ano e se tornou suscetível a outros sorotipos. A gravidade depende da reação do indivíduo. Quando da primeira vez é leve, depois, o organismo já reage de forma diferente, tornando a doença mais grave. É a luta do organismo contra o sorotipo. É por isso que cada pessoa pode ter dengue até quatro vezes, cada uma de um sorotipo”, esclarece o sanitarista.

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