Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
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Secretaria adjunta de Inteligência segue sem titular no Amazonas

Onze dias após exoneração de ex-secretário de Inteligência, Thomáz Vasconcelos, governador José Melo ainda não indicou ninguém para a função



1.gif Thomáz Vasconcelos ocupava o cargo há 10 anos e foi exonerado após uma série de ocorrências de assaltos e crimes
30/09/2014 às 11:29

O nome para ocupar a vaga deixada por Thomaz Vasconcelos na secretaria adjunta de Inteligência segue indefinido onze dias após a exoneração do ex-titular. Ontem, o secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas, Paulo Roberto Vital, afirmou que não tratou sobre o assunto com o governador José Melo (Pros), mas que tudo está sob controle porque há uma secretária interina comandada por ele.

“O cargo não está vago. Tem uma secretária interina. E ela não faz nada sem me consultar. E eu sou secretário de Segurança”, declarou Paulo Roberto Vital.

Desde a exoneração de Thomaz Vasconcelos a pasta ficou sob o comando da delegada Tâmara Maciel, que era braço direito do antigo titular da Inteligência. Thomaz Vasconcelos foi exonerado após o governador José Melo se irritar com a série de atos violentos que ocorreram na cidade e acabaram repercutindo na reta final da campanha. Melo considerou apática a ação da Inteligência.

O governador é candidato à reeleição. Faltam apenas cinco dias para a votação. Nos bastidores do Palácio do Governo há indicação que dificilmente o novo titular da pasta possa ser indicado na última semana antes do pleito eleitoral.

Logo após a exoneração de Thomaz Vasconcelos, o procurador geral de Justiça do Estado, Francisco Cruz, que deve deixar a função no dia 14 de outubro, foi convidado para o cargo. Na sexta-feira, o Conselho Superior do Ministério Público do Estado (MPE) decidiu que não poderia analisar o pedido do governador José Melo de liberar Francisco Cruz para a função porque o pedido, para quem ocupa cargo eletivo (os promotores e procurador elegeram Cruz como procurador-geral). O conselho indicou que a única alternativa para a análise era Cruz renunciar, o que não ocorreu.

Ontem, Vital declarou que não tratou o assunto com o governador. “Não sei nem se o procurador Francisco Cruz procurou pessoalmente o governador para informá-lo sobre a decisão do conselho. Da mesma forma como ele foi procurador pessoalmente quando recebeu o convite”, declarou.

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