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Secretaria desconhece nomes ou número de fugitivos após 48h de fuga em presídio de Manaus

Detentos do semiaberto pularam muro da penitenciária e escaparam, no sábado (13), dia de visitação para parentes. Divulgação do número de fugitivos e identificação deles deveria acontecer em 24 horas, mas nada foi confirmado 15/09/2014 às 15:39
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Até domingo (14), o número de fugitivos variava entre sete, 25 e até 80 detentos
VINICIUS LEAL ---

Depois de 48 horas da fuga de detentos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Km 8 da rodovia BR-174, em Manaus, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), responsável pelo sistema prisional, não conseguiu confirmar o número exato de fugitivos nem a identificação de cada um deles.

A fuga ocorreu na tarde de sábado (13) quando detentos do semiaberto pularam o muro da penitenciária e escaparam. A divulgação do número de fugitivos aconteceria após 24 horas da fuga, conforme a assessoria da Sejus, período de tempo necessário para considerar a saída dos presos realmente como uma fuga, cumprindo procedimento da Justiça penal.

De acordo com a Secretaria, cada detento possui situação penitenciária individual e seria necessário verificar se existia para os supostos fugitivos alguma autorização para saída. Entretanto, tal verificação não foi feita mesmo após 48 horas da fuga. Até domingo (14), o número de fugitivos variava entre sete, 25 e até 80 detentos que teriam pulado o muro.

Como a saída dos presos aconteceu no período da tarde, eles teriam até a noite de sábado (13) para retornar ao presídio. Quem não retornasse até esse período seria considerado fugitivo. Contudo, a Sejus não conseguiu realizar levantamento de quais detentos haviam apenas saído para trabalhar ou estudar ou aqueles que realmente fugiram.

“Depois da recontagem é que vai ser possível dizer o motivo pelo qual eles pularam o muro e o que realmente aconteceu”, frisou a assessoria, por meio de nota. Conforme o sargento Rodrigo, da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), a fuga dos presos foi presenciada por um vigilante da guarita do regime fechado, que confirmou a saída de cerca de 15 homens.

Segundo o titular da Sejus, coronel Louismar Bonates, os detentos pularam o muro e retornaram ao presídio logo depois. De acordo com ele, a informação de fuga teria sido uma “jogada política” para tentar desestabilizar o governo e gestão dele. “Eles ficam no entorno e voltam. Por ser um dia de visita não havia necessidade nenhuma de tentarem fugir”, disse o coronel.

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