Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Secretária extraordinária é exonerada pelo governador do AM, José Melo

Michele Garcia, numa semana normal de trabalho, postou fotos no Instagram em uma praia paradisíaca na Jamaica



1.jpg Numa semana normal de trabalho, Michele Garcia postou fotos no Instagram de uma praia paradisíaca na Jamaica
13/05/2015 às 15:37

O governador do Amazonas, José Melo (Pros), exonerou do cargo na manhã desta quarta-feira (13) a secretária extraordinária Michele Garcia, que aparece em foto, na rede social Instagram, durante viagem a uma praia paradisíaca na Jamaica, em uma semana normal de trabalho.

Michele era um dos seis secretários extraordinários mantidos pelo governador José Melo e que custam R$ 1,3 milhão aos cofres públicos por ano. Ela é filiada ao PSDB e esposa do deputado estadual Bi Garcia (mesmo partido), ex-prefeito de Parintins e irmão da primeira-dama de Manaus, Goreth Garcia.

No Portal do Governo, ao contrário do Portal da Transparência sobre outras estruturas do Estado, não se encontra informações sobre as atividades de um secretário extraordinário.

A Lei Ordinária 4163/2015, que criou os cargos na estrutura do novo governo diz que “as atribuições dos secretários extraordinários serão determinadas pelo chefe do Poder Executivo, por meio da edição de atos específicos”.

Salário

Michele Garcia era secretária extraordinária desde a gestão Omar Aziz (PSD) e recebia salário de R$ 17 mil ao mês, o que custava aos cofres públicos R$ 221 mil por ano, contanto com o 13º salário. Todos os seis secretários extraordinários recebem o mesmo salário.

Reportagem publicada em A CRÍTICA nesta quarta (13) mostrou a existência de seis secretários extraordinários no Governo do Amazonas, o que contraria a política de arrocho salarial e corte de gastos promovidos por José Melo desde o início do ano.

O governador chegou a brincar, ainda, quando anunciou a reforma administrativa, na sede do governo, que seu “staff” de secretários extraordinários executavam “trabalhos extraordinários”, mas depois resolveu dizer que a razão da existência destes cargos seria para realizar tarefas e viagens quando o governador não pudesse fazê-las.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), os secretários extraordinários são designados, em geral, para missões específicas de acompanhamento de projetos desenvolvidos pelo Governo do Estado e não têm direito a assessores e nem salas individuais.

O histórico dos secretários extraordinários de Melo está diretamente ligado às alianças partidárias que compõem o Governo do Estado e até mesmo à Prefeitura de Manaus.

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