Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
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Secretário de obras do Município de Boca do Acre é preso por crime ambiental

A prisão realizada por agentes da PF foi motivada por uma queimada no aterro sanitário do município. Edigley Melo foi conduzido ao 61º Distrito Integrado de Polícia



1.jpg Agentes da Polícia Federal prenderam o secretário de Obras de Boca do Acre, Edigley Melo, após constatarem o incêndio no aterro sanitário do município
23/07/2013 às 12:12

A Polícia Federal (PF) do Acre prendeu, no domingo, o secretário municipal de Obras do Município de Boca do Acre (a 1.038 quilômetros de Manaus), Edigley Melo, por crime ambiental.

Responsável pela limpeza pública na cidade, o secretário foi responsabilizado pela PF por uma queimada no aterro sanitário de Boca do Acre. Edigley foi conduzido por policiais federais da casa dele ao 61º Distrito Integrado de Polícia.



O prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PSD), disse, nesta segunda-feira (22), que a queimada no aterro não foi realizada pela prefeitura. E sim criminosa. “Alguém passou lá no final de semana e tocou fogo. Ninguém sabe quem foi”, justificou o prefeito.

Iran estava em Manaus, nesta segunda-feira (22), para participar de uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mas disse que, por volta das 18h, tinha informações de que o secretário assinava um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na delegacia, para em seguida ser liberado pela polícia.

O prefeito admitiu que a área usada como lixão no município não tem licenciamento ambiental. Mas garantiu que a documentação já tramita no Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam). 

“O Ministério Público não estava sabendo que já estamos com documentação no Ipaam. Mas agora o promotor soube dos nossos esforços para regularizar a situação”, disse Iran.

Iran criticou a antecessora dele na prefeitura, Maria das Dores Oliveira (PR), que não teria realizado um plano de saneamento de resíduos sólidos na cidade.

“Plano de saneamento e resíduos sólidos é obrigação até 2014. Cada município tem que ter um plano. No Amazonas, 99% foi feito, mas a prefeita de Boca do Acre não aderiu. Agora estamos fazendo, porque só depois de feito o plano é que podemos obter investimentos para o setor”, comentou o prefeito

Em entrevista concedida ao Portal do Purus, momentos após ter recebido voz de prisão, Edigley disse ter consciência da gravidade do lixão, e que já estava tomando medidas para solucionar o problema o mais breve possível, através de uma nova gestão do local que originalmente foi concebido como um aterro sanitário.

Reunião

O prefeito de Boca do Acre e presidente da Associação Amazonense de Municípios, Iran Lima, disse que na reunião com o ministro da Saúde pedirá, em nome dos demais prefeitos, mas investimentos na saúde.

Segundo Iran, para manter programas federais funcionando, as prefeituras têm que arcar com quase o triplo do que recebem do Governo Federal. “O programa Médico da Família, por exemplo, tem a mesma verba desde que foi lançado. Para manter uma equipe do programa, são necessários R$ 37 mil. O governo envia para as prefeituras apenas R$ 10,5 mil, e os prefeitos têm que completar o que falta”, afirmou Iran.


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