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Secretário de obras do Município de Boca do Acre é preso por crime ambiental

A prisão realizada por agentes da PF foi motivada por uma queimada no aterro sanitário do município. Edigley Melo foi conduzido ao 61º Distrito Integrado de Polícia 23/07/2013 às 12:12
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Agentes da Polícia Federal prenderam o secretário de Obras de Boca do Acre, Edigley Melo, após constatarem o incêndio no aterro sanitário do município
Lúcio Pinheiro ---

A Polícia Federal (PF) do Acre prendeu, no domingo, o secretário municipal de Obras do Município de Boca do Acre (a 1.038 quilômetros de Manaus), Edigley Melo, por crime ambiental.

Responsável pela limpeza pública na cidade, o secretário foi responsabilizado pela PF por uma queimada no aterro sanitário de Boca do Acre. Edigley foi conduzido por policiais federais da casa dele ao 61º Distrito Integrado de Polícia.

O prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PSD), disse, nesta segunda-feira (22), que a queimada no aterro não foi realizada pela prefeitura. E sim criminosa. “Alguém passou lá no final de semana e tocou fogo. Ninguém sabe quem foi”, justificou o prefeito.

Iran estava em Manaus, nesta segunda-feira (22), para participar de uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mas disse que, por volta das 18h, tinha informações de que o secretário assinava um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na delegacia, para em seguida ser liberado pela polícia.

O prefeito admitiu que a área usada como lixão no município não tem licenciamento ambiental. Mas garantiu que a documentação já tramita no Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam). 

“O Ministério Público não estava sabendo que já estamos com documentação no Ipaam. Mas agora o promotor soube dos nossos esforços para regularizar a situação”, disse Iran.

Iran criticou a antecessora dele na prefeitura, Maria das Dores Oliveira (PR), que não teria realizado um plano de saneamento de resíduos sólidos na cidade.

“Plano de saneamento e resíduos sólidos é obrigação até 2014. Cada município tem que ter um plano. No Amazonas, 99% foi feito, mas a prefeita de Boca do Acre não aderiu. Agora estamos fazendo, porque só depois de feito o plano é que podemos obter investimentos para o setor”, comentou o prefeito

Em entrevista concedida ao Portal do Purus, momentos após ter recebido voz de prisão, Edigley disse ter consciência da gravidade do lixão, e que já estava tomando medidas para solucionar o problema o mais breve possível, através de uma nova gestão do local que originalmente foi concebido como um aterro sanitário.

Reunião

O prefeito de Boca do Acre e presidente da Associação Amazonense de Municípios, Iran Lima, disse que na reunião com o ministro da Saúde pedirá, em nome dos demais prefeitos, mas investimentos na saúde.

Segundo Iran, para manter programas federais funcionando, as prefeituras têm que arcar com quase o triplo do que recebem do Governo Federal. “O programa Médico da Família, por exemplo, tem a mesma verba desde que foi lançado. Para manter uma equipe do programa, são necessários R$ 37 mil. O governo envia para as prefeituras apenas R$ 10,5 mil, e os prefeitos têm que completar o que falta”, afirmou Iran.

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