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Secretário não descarta ligação entre 19 homicídios em São Paulo e morte de PM

Na noite de ontem (13), 19 pessoas foram assassinadas em municípios da Grande São Paulo e sete pessoas ficaram feridas. É a maior chacina deste ano no estado 14/08/2015 às 13:37
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Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo
Fernanda Cruz (Agência Brasil) São Paulo

As execuções que ocorreram na noite de ontem (13) em municípios da Grande São Paulo resultaram em 19 mortes e deixaram sete pessoas feridas, informou hoje (14) o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, em entrevista à imprensa. A chacina é a maior registrada este ano no estado.

Os crimes foram nos municípios de Barueri, Osasco e Itapevi, em um raio de 7 quilômetros, entre as 21h e as 23h. O secretário disse que não descarta a hipótese de retaliação pela morte de um policial militar e um guarda civil metropolitano. O policial foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) na última sexta-feira (7), em um posto de gasolina em Osasco. Na quarta-feira (12), um guarda civil foi assassinado.

Das seis primeiras vítimas identificadas, cinco tinham antecedentes criminais, uma delas por tráfico de drogas. Por isso, a secretaria reforçou o policiamento nos três municípios da região metropolitana com homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e da Força Tática, por receio de que ônibus sejam queimados na noite desta sexta-feira.

Do total de 19 mortes, 15 ocorreram em Osasco, três em Barueri e uma em Itapevi. Foram recolhidas cápsulas de projéteis de pistolas calibres 38 e 380, que são de uso comum, e 9 milímetros, de uso exclusivo das Forças Armadas. Os projéteis serão enviados ao Instituto de Criminalística.

A secretaria formou uma força-tarefa para investigar os crimes, com 50 policiais civis, entre eles 20 investigadores e delegados do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, além de 12 peritos e oito médicos-legistas que farão as necropsias. Os corpos seguem para a capital paulista antes de serem entregues às famílias.

Na entrevista, Alexandre de Moraes afirmou que o policiamento na região de Osasco é suficiente, tanto que a cidade registra taxas criminais baixas. “Não é momento de fazer política em relação a isso”, disse o secretário. Ele informou que houve seis chacinas este ano na capital paulista, das quais três foram esclarecidas.

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