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Secretários do AM contestam declaração de lobista sobre uso de propinas em obras públicas

Um dos executivos presos na operação Lava Jato afirmou que, no Brasil, não se faz obra pública sem pagamento de propina 22/11/2014 às 11:02
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O titular da Seplan, Airton Claudino, classificou a declaração como ‘infeliz’
Alik Menezes Manaus (AM)

A declaração feita pelo advogado Mário Oliveira Filho, que defendeu o lobista Fernando Soares, um dos executivos presos na operação Lava Jato, teve repercussão negativa  entre representantes de secretarias do Estado e do município de Manaus. Na última quarta feira, em coletiva à imprensa, ele afirmou que, no Brasil, não se faz obra pública sem pagamento de propina.

Para o secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Airton Claudino, o advogado foi infeliz ao fazer a declaração. “Ele escolheu mal as palavras no momento de defender seu cliente. Ele não poderia generalizar, uma vez que, na maioria dos recursos e das obras são bem aplicados e, inclusive, aprovados em tribunais. A prática irregular de ‘fazer acertos’ deve ser perseguida e punida porque configura crime”, apontou.

Já o titular da Secretaria Municipal Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef), Ulisses Tapajós, disse desconhecer qualquer tipo de negociação na designação de uma obra. “A obra tem que ser conquistada mediante licitação, que é um processo público com uma série de exigências técnicas que precisam ser cumpridas, visando sempre o melhor para o município”, afirmou.

Análise

O sociólogo, Ademir Ramos, afirmou que a declaração é uma verdade em muitos órgãos públicos no País e que as dificuldades no processo licitatório colaboram para essa prática. “Essa cultura de ‘troca’ só mudará com a reestruturação do poder administrativo”, avaliou.

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