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Cotidiano
CRISE

Secretários do Estado garantem pagar por obras estratégicas

Plano de recuperação da economia prevê ainda incentivo à piscicultura, à fruticultura e à mineração 22/05/2016 às 11:06 - Atualizado em 22/05/2016 às 16:04
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Secretários do governador José Melo expuseram os planos do Estado a jornalistas da Rede Calderaro de Comunicação (Márcio Silva)
Gerson Severo Dantas

A crise econômica afetou particularmente o Amazonas por conta da nossa dependência da Zona Franca de Manaus e as indústrias aqui instaladas. “Quando o Brasil vai bem, o Amazonas vai bem. Se o Brasil está mal, nós vamos pior ainda”, analisa o secretário de Estado do Planejamento, Thomaz Nogueira.

Ele afirma que, apesar dos problemas, o governo seguirá tocando projetos essenciais para garantir o futuro do Amazonas, e dentre eles está a implementação da nova matriz econômica, que prevê incentivo a áreas como piscicultura, fruticultura e mineração. “Fizemos um seminário, trouxemos a academia, empresários, Inpa, Ufam, Embrapa, e tem muita coisa acontecendo”, afirma Nogueira. “Agora precisamos desenvolver uma marca para os produtos do Amazonas ganharem o mundo. A China, por exemplo, tem um necessidade de proteína animal, e qual dentre elas é a melhor? O peixe”, afirmou. “Já pensou um pirarucu com a marca da Amazônia vendido no mundo?”, completou.

O secretário de Administração e Gestão, Evandro Melo, também afirma que projetos estratégicos continuarão sendo tocados e sem cortes. “O governo, felizmente, conseguiu contratos com organismos internacionais e tem dinheiro em caixa para tocar uma série de projetos essenciais”, diz Evandro.

Neste pacote, ele cita que seguirão firmes as obras do Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim) das bacias da Sharp, Bindá e da Arthur Bernardes. “Estão garantidos também a duplicação da AM-070 (Manaus-Manacapuru) e a obra da avenida das Flores”, completou.

Sobre o Prosamim, Evandro explicou que o Estado acaba de contratar uma empresa para equalizar os problemas de desapropriações de moradores e, assim que este processo for concluído, as obras começam. “Sobre a duplicação, ela está num ritmo mais lento porque estamos no período de chuvas e não adianta acelerar obra agora”.

Outro programa que não perdeu verbas é o Banco do Povo, que faz pequenos empréstimos de até R$ 15 mil para pequenos empreendedores. São R$ 90 milhões aplicados e com uma inadimplência muito pequena, diz Evandro Melo.

O secretário também destacou os projetos de mineração que vão dar uma nova dinâmica à economia do Estado. “Somente o projeto de exploração de potássio em Autazes representa um investimento privado de R$ 2,2 bilhões cuja questão ambiental foi resolvida com o licenciamento. Em Pitinga, o que era rejeito: terras raras e tântalo, são hoje um ativo precioso e que pode cobrir as necessidades do mercado pelos próximos 40 anos”, concluiu.

PIB

Os setores que terão foco na nova matriz econômica do Amazonas hoje representam apenas 7% do Produto Interno Bruto do Estado, mas o potencial de crescimento é muito grande, principalmente no mercado externo.

União dará contribuição ao Amazonas

Os secretários da área econômica do governo José Melo avaliam que a União dará um passo decisivo para ajudar o País e o Estado a sair da crise se conseguir estabilizar a economia.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Afonso Lobo, o primeiro passo foi dado com a vinda de profissionais reconhecidos para os postos estratégicos. “O ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central, o presidente da Petrobras, todos são técnicos reconhecidos”, afirma.

O secretário de Planejamento, Thomaz Nogueira, não teme sequer a presença do ex-inimigo público número 1 da Zona Franca, o chanceler José Serra, que arrastou para o Itamaraty a Apex e terá sob seu comando o comércio exterior. “O Serra preocupa? preocupa, mas o importante é estabilizar a economia. Se estabilizar, a gente volta a brigar com ele”.

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