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Secretários do prefeito de Manaus Artur Neto entregam cargos

Prefeito fará mudanças em seu staff e promoverá ‘cortes radicais’ que devem atingir duas mil funções comissionadas 03/01/2015 às 10:36
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Corte estudado pelo prefeito visa diminuir de 25 para apenas 15 número de secretarias; economia seria de R$ 7 milhões
Jornal A Crítica Manaus (AM)

A antecipação da entrega de cargos na prefeitura de Manaus pegou de surpresa secretários que esperavam o movimento para a segunda semana deste mês. O prefeito Artur Neto (PSDB) deu prazo de até este sábado (3) para que os secretários ponham os cargos à disposição. Até a tarde de ontem, pelo menos sete titulares já haviam cumprido com o gesto.

Após anúncio do prefeito, o dia ontem foi de intensa movimentação na Secretaria de Governo (Semgov), encarregada de receber as cartas e acalmar aliados que esperam uma safra de mudanças radicais na prefeitura. “Pelas declarações dele (Artur), haverá tremores e não vai demorar muito”, disse um secretário ouvido pela reportagem.

O titular da Semgov, Márcio Noronha, contabilizava até o início da tarde de ontem, além do seu próprio cargo, as cartas de: Paulo Farias (Semulsp), Mônica Santaella (Semcom), Goreth Garcia (Seas), Serafim Meirelles (Semad), Bernardo Monteiro de Paulo (Manauscult) e Fábio Pacheco (Sempab). Outros titulares preferiram telefonar antes de enviar as cartas.

Artur Neto tem dito aos aliados que deve optar por mudanças mais radicais na estrutura do governo em relação a reforma vista entre o primeiro e o segundo ano de gestão. O corte estudado pelo prefeito visa diminuir o número de secretarias dos atuais 25 para apenas 15, medida que significa preliminarmente 10% em cortes de custeio, economizando R$ 7 milhões ao ano.

“Serão sim mudanças radicais no sentido dos cortes. Enviamos cenários com cortes suaves, moderados e radicais para a avaliação do prefeito”, disse Noronha. Auxiliares do prefeito avaliam que o pacote deve incluir redução de pelo menos dois mil cargos comissionados, medida defendida constantemente nos relatórios de Finanças (Semef).

O prefeito quer anunciar as medidas de forma sincronizada com a reforma em andamento no governo, mas não deve esperar até fevereiro para oficializar os ajustes. Pelo menos três secretários devem deixar definitivamente a administração. Na semana passada, Artur antecipou que deverá atacar também o número de autarquias e empresas ligadas a prefeitura. “Não podemos fechar os olhos para a crise”, disse o tucano, na ocasião.

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