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Seduc afirma que alunos não são obrigados a limpar a escola

Secretaria afirmou a participação dos alunos faz parte do 'Projeto 5S' e que já providenciou servidores contratados para fazer a limpeza da instituição 14/05/2015 às 21:18
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Nas imagens registradas pelos próprios estudantes dentro da unidade escolar alunos aparecem com vassouras na mão
acritica.com Manaus (AM)

Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) afirmou que a informação de que estudantes da Escola Estadual Leticio de Campos Dantas, na Zona Norte de Manaus, estão realizando serviços de limpeza, por falta de profissionais de serviços gerais, não procede.

Em reportagem publicada por A Crítica nesta quinta-feira (14), pais de alunos da escola afirmaram que a direção da instituição estava “obrigando” estudantes de todas as turmas a permanecerem na unidade após as aulas, para fazerem a limpeza do local, por falta de auxiliares de serviços gerais.

De acordo com a gestora da escola, Áurea Gomes, as atividades de limpeza nas salas de aula são parte das ações do ”Projeto 5S”, executado na unidade de ensino e, por meio do qual, professores, estudantes e funcionários contribuem para a manutenção e preservação do ambiente escolar.

A gestora enfatizou que essa atividade é conhecida e aprovada por toda a comunidade escolar, especialmente os pais dos alunos, e está registrada em ata.

Em relação à falta de profissionais no quadro de serviços gerais na unidade de ensino, a Seduc informou que já providenciou cinco servidores - dos seis que a unidade necessita - por meio de contrato terceirizado.

Investigação

Denúncia semelhante levou o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) a instaurar, em janeiro do ano passado, procedimento para investigar a informação de que alunos em recuperação da Escola Estadual Adelaide Tavares de Macedo, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste, foram obrigados a limpar a escola em troca do abono de faltas.

O fato foi denunciado pelo jornal A CRÍTICA em 20 de dezembro do ano passado e levou a promotora de Justiça Nilda Silva de Sousa, da 27ª Promotoria de Justiça Especializada da Infância e Juventude a tomar a iniciativa. A diretora da escola, segundo a Seduc, foi afastada.

Os alunos foram obrigados a limpar com gasolina as cadeiras pixadas, fato que levou pelo menos duas alunas a passarem mal com cheiro do produto, o que causou revolta e indignação das mães.

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