Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
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Seduc estuda realizar novo concurso para suprir déficit de 1,8 mil professores no interior do AM

Os números preocupam e, para o titular da pasta, Rossielli Soares, abre margem para a discussão sobre a qualidade da formação dos professores



1.jpg Rossielli Soares diz que as alternativas voltam ser direcionadas aos Processos Seletivos para professores temporários
06/02/2015 às 12:29

Para tentar minimizar a carência de professores na educação básica do interior do Amazonas, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) já estuda realizar um novo concurso público no final do próximo ano. Isso porque apenas 1426 vagas, do total de 3244, tiveram candidatos aptos para a homologação no certame de 2014. A carência de vagas representa um déficit de 1,8 mil professores. Os números preocupam e, para o titular da pasta, Rossielli Soares, abre margem para a discussão sobre a qualidade da formação dos professores.

“Em alguns lugares não tivemos nem concorrência, em outros os candidatos não alcançaram a nota mínima”, ressaltou Rossielli. A dificuldade de encontrar profissionais no interior não é uma novidade e se dá em decorrência de fatores como a localização geográfica, a falta de interesse de profissionais em se deslocar para essas áreas e a qualidade ou ausência do ensino superior.

“A necessidade da secretaria é constante. Vamos chamar os aprovados e continuar pensando já em um próximo concurso”, ressaltou.

De acordo com o secretário as alternativas voltam ser direcionadas aos Processos Seletivos para professores temporários. “Nós optamos pelo concurso porque nossa prioridade é ter profissionais efetivos, mas não podemos baixar o nível da avaliação para colocar pessoas com deficiência em suas áreas apenas para preenchimento”.

Carência

As áreas que mais preocupam são as de exatas. Matemática, Física e Química estão entre as disciplinas que menos aprovaram. Para professores de Matemática, por exemplo, a Seduc ofertou 344 vagas e somente 63 foram preenchidas. Fìsica necessitava de 139 profissionais, no entanto, apenas 6 candidatos atingiram pontuação necessária para homologação. Já Química teve uma oferta de 141 vagas para o interior e um total de 17 aprovados. Todas essas situações correspondem, respectivamente, a 18%, 4% e 12% do preenchimento de vagas.

Os números também chamam a atenção para as disciplinas de Artes, Ensino Religioso e Língua Inglesa. “Inglês para o interior é um desastres, mas nós precisamos procurar”, disse. Para Letras Língua Inglesa havia 180 vagas, só 45 serão ocupadas.

Para o Ensino Religioso 74 oportunidades foram ofertadas e apenas 30 pessoas alcançaram a nota. O mesmo se repete para Artes, onde das 105 vagas serão ocupadas 32.

Educação especial em alerta

A dificuldade em encontrar professores também atinge as modalidades de Educação Especial. Na educação especial por ciclo, de 78 vagas ofertadas, apenas 17 candidatos foram homologados. Em Letras, havia 9 vagas, mas apenas duas tiveram candidatos homologados.

Matemática precisava de apenas 10 professores, mas só duas pessoas conseguiram aprovação.

A área de Letras Português, ofertou 19 vagas e apenas 7 serão assumidas pelos aprovados.

Segundo Rossielli, essas modalidades também receberão o apoio de professores naõ efetivos. “É o que se pode fazer até que se consiga preencher essas vagas”.

O problema também está na capital. “São áreas que são mais restritas”, disse.

“Muitas pessoas que fizeram são da capital, o que torna ainda mais difícil a situação já que essas pessoas pretendem voltar depois”, lembrou.


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