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Cotidiano
ECONOMIA

Segmento de colchões não é afetado pela crise no Polo Industrial de Manaus

Alguns segmentos da Zona Franca de Manaus apresentam alta de produção e faturamento e comemoram resultados 13/06/2016 às 09:01 - Atualizado em 13/06/2016 às 09:04
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Segmento de colchões aquecido com inauguração da fábrica da Ortobom (Antonio Lima)
Natalia Lucas* Manaus (AM)

As dificuldades econômicas impostas pela crise têm impactado fortemente na indústria. Apesar disso, há segmentos da Zona Franca de Manaus que seguem aquecidos. Os indicadores econômicos do Polo Industrial de Manaus (PIM) referentes ao primeiro quadrimestre do ano apresentam dados positivos para nove segmentos, como descartáveis, naval, brinquedos, relojoeiro e bebidas, entre outros.

Além disso, novos segmentos estão se instalando no PIM, trazendo expectativa de crescimento para o setor da indústria e do comércio.

É o caso do segmento de colchões, que teve recente aporte da empresa Ortobom que passou a operar no PIM em março.

Instalada há três meses a empresa já começa a trabalhar para ampliar os negócios na cidade, voltando-se, também, para o comércio. O objetivo é aumentar o número de lojas franqueadas na cidade. A meta, segundo o gerente Regional da Ortobom, Diego Lima, é aumentar de dez para 50 o número de lojas.

A instalação da fábrica, de acordo com Lima, é estratégica e fará com que as operações aconteçam com mais velocidade, além de reduzir o custo de deslocamento e tramitação de mercadorias. “O objetivo da fábrica é facilitar a logística de entrega dos produtos, assim como ajudar na estrutura dos lojistas com o abastecimento dos seus estoques para a entrega aos clientes”.

Com produtos em estoque, facilidade de acesso e desembaraço, Lima acredita na expansão da rede. Hoje, a Ortobom é uma das maiores franqueadoras de colchões do mundo, com 2.038 lojas somente no Brasil. “A meta é fomentar a expansão de lojas na cidade através das franquias. Um modelo de negócio próprio e seguro com produtos de primeira qualidade e com taxas mais acessíveis”, explica.

Para atingir a meta inicial, a empresa busca auxiliar o franqueado dando o suporte necessário que vai desde a escolha do ponto até o plano de ações de vendas. “É oportunidade de negócio, por exemplo, para gerentes de lojas que querem investir no próprio negócio ou uma pessoa que foi desligada do emprego e recebeu uma boa rescisão e está pensando em montar seu próprio negócio. A empresa abre oportunidades para os candidatos se franquearem e dá todo o suporte”, explica Lima.

Fundada em São Paulo, em 1969, a Ortobom iniciou suas atividades no ramo metalúrgico, fabricando camas e mesas para televisão. Com o passar dos anos a empresa começou a comprar blocos de espuma para a confecção de colchões, que harmoniosamente se encaixavam com essas camas visando aumentar seu ramo de atividades.

A operação por meio de franquias passou a ser o carro-chefe da marca desde 1992, quando houve um período de transição de depósitos que vendiam por atacado para um sistema de vendas a varejo em unidades que viriam a formar o sistema atual de franquias.

Setor naval segue de vento em popa na ZFM

Outro segmento que vem mantendo bons resultados é o naval, que segue de vento em popa. Com um faturamento exibindo alta de 33,57% nos primeiros quatro meses do ano, o setor naval, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), Mateus Araújo, vê o cenário positivo e o ano com possibilidades de mais bons resultados para as empresas.

“A nossa indústria naval é positiva e está cada vez mais sendo otimizada e melhorada para captação de financiamento e contratos de longo prazo. Esse é um setor que não foi afetado pela crise. Um dos motivos é porque não dependemos diretamente de investimentos com o governo, seja federal ou estadual. Nossos contratos são com empresas de fora, e que estão assegurados”, destaca o executivo.

Atualmente o segmento, segundo dados do Sindnaval, emprega direta e indiretamente mais de 8,8 mil pessoas. A estimativa do sindicato, segundo Araújo, é melhorar ainda mais o índice de empregos até o final do ano. O motivo do otimismo são os contratos firmados com novos consórcios. “Manaus produz embarcações para transporte de passageiros e de carga para o Maranhão, Natal, Bahia e alguns estados do Nordeste. A capacidade de produção e qualidade técnica que oferecemos atrai novos investidores e novas embarcações serão construídas para abastecer seis novos portos no Pará”, comemora Araújo.

*Colaborou: Rebeca Mota

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