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Seguindo com seus 'ajustes no governo’, José Melo articula aprovação da reforma

Governador do Amazonas se reuniu com o presidente da Casa e o líder do governo para acertar envio da mensagem e votação 06/12/2014 às 10:49
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Governador José Melo obteve autorização da ALE para remanejar 50% de dois fundos que somam R$ 960 milhões este ano
jANAÍNA ANDRADE Manaus (AM)

Um dia após a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) aprovar o projeto que autoriza o Governo do Estado a remanejar recursos do Fundo de Apoio às Micro Empresas e de Fomento ao Turismo para custear dívidas nas áreas de saúde, administração e infraestrutura retroativas a janeiro de 2014, o governador José Melo (Pros) convocou o presidente da ALE-AM, deputado Josué Neto (PSD), seu líder na Casa, deputado Sidney Leite (Pros), e também o vice-líder, deputado David Almeida (PSD) para discutir os próximos projetos que irá enviar para a Casa Legislativa, entre eles, o que prevê a reforma administrativa.

Melo se reuniu com os três parlamentares, ontem, pela manhã, na sede da Secretaria de Estado da Fazendo (Sefaz) para ter um panorama de como foram os “debates, as rebeliões e as adesões” entre o “blocão de oposição” e a base governista, durante a votação da proposta na ALE-am. Juntos, os dois fundos têm previsão de recursos de  R$ 960 milhões este ano.

De acordo Josué Neto, durante o encontro foram discutidas adequações que o governo deverá adotar. “O governo precisa se adequar a um momento em que a gente sabe que o País todo está numa iminente crise financeira. E se tem que se adequar é importante que seja feito a partir de agora, e hoje na nossa conversa ele disse que vai encaminhar para a ALE-AM um projeto que prevê a reforma administrativa e nós estávamos discutindo exatamente qual a data desta reforma, se vai ser a partir de fevereiro ou se vai ser agora ou se vai ter uma chamada extraordinária de convocação da Assembleia (ou pode ser durante as férias)”, revelou Neto.

Questionado sobre quais seriam as alterações feitas no secretariado do governo, Josué Neto disse que as medidas a serem adotadas cabem ao governador. “Mas ele (José Melo) já disse o que vai fazer, que é a diminuição e fusão de secretarias, extinção de cargos, tudo isso passa pela Assembleia Legislativa. E esse é um dos temas que tratamos com o governador”, disse.

O governador José Melo minimizou, no final do mês de novembro, as especulações em torno da reforma administrativa, primeira medida anunciada após a reeleição. Segundo ele, as mudanças que iniciarão a partir de dezembro não serão uma “reforma na concepção do termo”, mas sim “ajustes”.

Composição da base está na pauta

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Sidney Leite, contou  que outro ponto da reunião com o governador José Melo foi a composição da ALE-AM para 2015. “Conversamos também sobre como fica a composição da base governista para o próximo ano. E quanto ao alinhamento da base em prol da defesa de projetos do Executivo, é apenas uma questão de exercício”, disse Sidney Leite.

Segundo o vice-líder do Governo, deputado David Almeida (PSD), à medida que o governador José Melo adiantar quais mensagens serão enviadas para a Casa, permitirá que a base governista crie “estratégias de defesa” contra a oposição.

“Até para a gente ter assim uma estratégia de defesa, de ter um conhecimento amplo antes mesmo das matérias chegarem a Casa e assim termos argumentos para defendê-las. Por exemplo, ontem, o deputado Sidney Leite tinha as informações a respeito do projeto, o que nós vamos fazer agora é trabalhar essas informações de maneira compartilhada para defendermos o governo em bloco partidário”, adiantou o vice-líder.

Questionado se deputados do ‘blocão’ já migraram para a base governista, Almeida respondeu que “todos são da mesma base política”. “Eu entendo que, com conversas, essa base volte a se encontrar, não talvez em sua totalidade como antes, mas a sua grande maioria”.

‘Absurdo’

O senador Eduardo Braga (PMDB) classificou de absurda a matéria aprovada pela ALE-AM que  permite ao Governo remanejar recursos do FMPEs e do FTI para pagar dívidas da saúde e da administração “Que é um absurdo o governo pegar recurso do FTI para pagar dívidas de gastos públicos, isso é”, disse.


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