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Segundo a ONU, 1,2 milhão de pessoas morrem no mundo todos os anos em acidentes de trânsito

Dado foi apresentado nesta terça-feira durante a pré-conferência, que ocorre na véspera da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito em Brasília, no Distrito Federal; objetivo do encontro é traçar estratégias para evitar a morte de 5 milhões de pessoas até 2020 17/11/2015 às 17:26
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Brasil é o segundo país com mais mortes no trânsito, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), com uma taxa de 21 óbitos para cada 100 mil habitantes
Jhonny Lima* Brasília (DF)

Na véspera da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – tempo de resultados, que começa nesta quarta-feira em Brasília, a Road Safety Brazil realizou, nesta terça-feira (17), um workshop e pré-conferência no Centro Internacional de Convenções do Brasil antecipando alguns pontos que devem ser abordados nos dias de evento. Durante dois dias a capital do País também será a capital do mundo e a conferência tem como objetivo apresentar iniciativas que visam reduzir as mortes e lesões no trânsito.

A conferência é organizada pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e reúne todos os países membros da ONU e especialistas no assunto para encontrar meios e traçar metas de como salvar 5 milhões de vidas no planeta até 2020 por meio de ações, políticas, programas, legislações  e seguranças nas vias. A Organização Panamericana de Saúde (Opas) e o grupo Amigos da Década também fazem parte da organização.

Dados da ONU apontam que 1,25 milhão de pessoas morrem no mundo todos os anos em decorrência dos acidentes no trânsito, sendo considerado um caso de saúde pública. O Brasil é o segundo país com mais mortes no trânsito, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), com uma taxa de 21 óbitos para cada 100 mil habitantes, perdendo apenas para a África do Sul, com 25,1 (dados da ONU). A Rússia apresenta 18,9; China 18,8; Índia 16,6 e os Estados Unidos 10,6.

Nas rodovias federais, o relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que dos 170 mil Acidentes de Transporte Terrestre (ATT) ocorridos em 2014, 8 mil pessoas morreram e 100 mil ficaram feridas, representando um custo de R$ 12,3 bilhões. Os ATTs nas rodovias e vias urbanas causaram 157 mil internações  e estimativa de custo de R$ 40 bilhões conforme o Sistema de Informação Hospitalar – SIH (do Sistema Único de Saúde).

Durante a pré-conferência foi realizada uma mesa-redonda com análise do desempenho do Programa Vida no Trânsito do Ministério da Saúde.  A coordenadora do programa, Marta Silva, destacou que de 2008 a 2013 os gastos com ATT aumentaram de R$ 117,6 milhões para R$ 229,5 milhões em 2013 conforme o SIH. No mesmo período, os gastos envolvendo motociclistas saltaram de R$ 49,4 milhões para  R$ 112,9 milhões. Nos acidentes envolvendo pedestres e ocupantes, os números saltaram de R$ 34,8 milhões para R$ 57,6 milhões e R$ 14,5 milhões para R$ 29 milhões respectivamente.

A taxa de mortalidade por ATT no Brasil, de 2004 a 2013 cresceu em vários Estados como Piauí, Pará, Mato Grosso, Bahia, entre outros. Somente no Amazonas e Acre não houve alterações, enquanto que em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro houve reduções nas taxas de mortalidade por ATT.

Dentre os assuntos que mais preocupantes estão os acidentes envolvendo motociclistas. Com exceção de Santa Catarina e Rio de Janeiro, que apresentaram uma tendência estacionária, os demais Estados apresentaram uma crescente do período de 2004 a 2013, de acordo com o MS, IBGE e o Sistema de Informação sobre Mortalidade.    

Marta Silva ressalta que ações como  o rigor na Lei Seca são necessárias  para a redução de mortalidade por ATT e acrescenta que a municipalização do trânsito é importante para a redução da mortalidade.

APLICATIVO AISA A9

Durante a pré-conferência o presidente  do Movimento Brasileiro de Motociclistas, Luiz Artur Cane, e o CEO da empresa Aisa A9, Sérgio de Lara, apresentam o aplicativo de celular Aisa A9 como meio de auxiliar e ajudar os motociclistas  com informações do trânsito, problemas de infraestrutura, dicas de segurança, orientações e alertas aos motociclistas.

“Consideramos isso um acontecimento único, por levar em consideração que podemos salvar muitas vidas”, reforçou Sérgio, ao acrescentar que o aplicativo funciona por vibração e alerta sonoro para que o motociclista não tire a mão do guidão.

SAIBA MAIS

Integram o grupo Rússia, Estados Unidos, Espanha, França, Austrália, Argentina, Costa Rica, Índia, México, Marrocos, Nigéria, Omã, Filipinas, África do Sul, Suécia, Tailândia, Turquia, Uruguai, Organização Mundial de Saúde, Banco Mundial, Comissão Econômica para a Europa, Comissão Global pela Segurança no Trânsito (vinculada à Federação Internacional de Automobilismo) e Parceria Global pela Segurança no Trânsito (Vinculada à Federação Internacional da Cruz Vermelha).

*O repórter viajou a convite do Ministério da Saúde

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