Domingo, 24 de Outubro de 2021
Dados

Segundo IBGE, taxa de desemprego no Amazonas cai para 15,6% no segundo trimestre de 2021

De acordo com pesquisa, taxa média de desemprego registrada no Brasil foi de 14,1%. Taxa de informalidade alcançou 59,7%



1_cbnfot270720202272__1_-6220459_ACAD9F4C-A211-439A-8295-6DF021DEE71C.jpg Foto: Reprodução
31/08/2021 às 18:30

Segundo dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta terça-feira (31) pelo IBGE, a taxa de desemprego do Amazonas no 2º trimestre é 1,9 pontos percentuais inferior à registrada no 1º trimestre do ano, e 0,9 pontos percentuais a menos do que a registrada no 2º trimestre de 2020.

Em 2021, a população desempregada, que somava 330 mil pessoas, no período entre janeiro e março, caiu para 303 mil pessoas, entre abril e junho, no Estado.  A taxa média de desocupação registrada no Brasil foi de 14,1%, então, mesmo com a queda no trimestre, a taxa do Amazonas estava 1,5 pontos percentuais mais alta em relação à taxa nacional.

Apesar de ter diminuído a taxa de desemprego no Estado, e de ter aumentado o número de ocupados, a taxa de informalidade alcançou 59,7% dos trabalhadores ocupados no 2º trimestre do ano, no Amazonas, a terceira maior taxa do país. Dessa forma, quase 6 de 10 trabalhadores do Amazonas não possuem vínculo empregatício.

DESTAQUES

·        Taxa de desocupação no Amazonas caiu 1,9 pontos percentuais no segundo trimestre de 2021, na comparação com o trimestre anterior (foi de 17,5% para 15,6%);

·        Amazonas apresenta a 10ª maior taxa de desocupação do país. No trimestre anterior, o Estado tinha a 6ª maior taxa;

·            No 2º trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020, no Amazonas, 166 mil pessoas a mais disseram estar ocupadas em alguma atividade; 13 mil pessoas a mais disseram estar desocupadas; e, no mesmo período, 179 mil pessoas entraram na força de trabalho, ou seja, passaram a trabalhar ou a procurar por emprego, no período de referência da pesquisa.

·        Informalidade alcança 59,7% dos trabalhadores ocupados no 2º trimestre do ano, no Amazonas, a terceira maior taxa do país;

·        Subiu o número de pessoas empregadas por conta própria, na comparação entre o 1º e 2º trimestre de 2021. No total, são 51 mil (9,3% a mais) pessoas a mais ocupadas nessa posição, no Amazonas. No 2º trimestre de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020, são 135 mil (28,8% a mais) pessoas a mais trabalhando por conta própria;

·        No 2º trimestre de 2021, frente ao trimestre anterior, a alta no número de pessoas ocupadas na indústria geral e no grupamento de atividade denominado outros serviços colaboraram para o crescimento percentual de pessoas empregadas do Estado;

·        O nível de ocupação, que é o percentual dos ocupados em relação àqueles na idade de trabalhar, subiu 2,8 pontos percentuais, entre o 1º e o 2º trimestre de 2021, resultando em 52,2% da população. Na comparação entre o 2º trimestre de 2021 e o mesmo período de 2020, o crescimento no nível de ocupação é ainda maior: 5,0 pontos percentuais;

·        No segundo trimestre de 2021, em relação ao mesmo período de 2020, houve queda no rendimento médio real habitual (-16,4%) e na massa de rendimento (-7,0%) das pessoas ocupadas;

DIMINUI NÚMERO DE DESEMPREGADOS NO AMAZONAS

No 2º trimestre do ano, dentre a população, de 14 anos ou mais, estimada em 3,1 milhões, 1,9 milhão estava na força de trabalho (52,2%), no Amazonas. Dentre esta população na força de trabalho, 1,6 milhão estava ocupada, e 303 mil, desocupada. E outra parcela da população, 1,2 milhão, estava fora da força de trabalho, ou seja, não procurava por uma ocupação.

Entre abril e junho, na comparação com o trimestre anterior, caiu o número de desempregados no Estado. No primeiro trimestre do ano, os desempregados eram 330 mil, ou 17,5% da população na força de trabalho do Estado, e no segundo trimestre eram 303 mil, ou 15,6%, ou seja, 1,9 pontos percentuais de queda. E no segundo trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020, a taxa de desemprego também é inferior (-0,9%), apesar desta variação não ser estatisticamente significativa.

Da mesma forma, cresceu o número de ocupados no Estado. No 2º trimestre, 86 mil pessoas a mais se declararam ocupadas, crescimento de 5,5%, na comparação com o trimestre anterior. Em um ano, o crescimento foi de 11,2% ou 166 mil pessoas a mais ocupadas, no Estado, totalizando 1,6 milhão de pessoas.

O nível de ocupação, de 52,2%, é 2,8 pontos percentuais superior ao nível registrado no trimestre anterior, e 5,0 pontos percentuais maior do que o registrado no segundo trimestre de 2020. O percentual mostra que mais da metade da população de 14 anos ou mais do Estado estava empregada no período entre abril e junho de 2021.

A taxa de participação na força do trabalho do Amazonas (61,8%), ou seja, o percentual de pessoas de 14 anos ou mais que estão ocupadas ou desocupadas, subiu 2,0 pontos percentuais no segundo trimestre de 2021, frente ao primeiro trimestre do ano; no total, são 60 mil pessoas a mais na força de trabalho, no período. Já na comparação com o mesmo período de 2020, a taxa de participação na força de trabalho cresceu 5,3 pontos percentuais (179 mil pessoas a mais). A número da população fora da força de trabalho (1 milhão e 203 mil pessoas) apresentou queda (-5,0%), no Estado, no 2º trimestre de 2021, frente ao trimestre anterior, e também na comparação com o mesmo trimestre de 2020 (-11,6%).

A taxa de desemprego no segundo trimestre de 2021 do Amazonas, de 15,6%, representa a 10ª maior taxa entre as Unidades da Federação; no trimestre anterior, o Amazonas tinha a 6ª maior taxa. Os maiores percentuais de desocupação foram registrados em Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%) e Sergipe (19,1%), e os menores percentuais foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Mato Grosso (9,0%). 

NÚMERO DE EMPREGADOS POR CONTA PRÓPRIA SOBE MAIS UMA VEZ

No Estado, 602 mil pessoas, ou 36,7% do total de ocupados, trabalhavam por conta própria, no 2º trimestre do ano. São 51 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria no Estado, na comparação com o trimestre anterior, alta de 9,3%. E na comparação com o 2º trimestre de 2020, são 135 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria, alta de 28,8%. Dessas pessoas, 558 mil não possuíam CNPJ, ou seja, 92,7% delas estavam na informalidade.

No 2º trimestre, no Amazonas, havia 43 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria, em relação ao 1º trimestre de 2021, e havia 126 mil a mais, em relação ao 2º trimestre de 2020.

A taxa de 36,7% de pessoas trabalhando por conta própria foi a segunda maior do país, atrás somente da taxa do Amapá (37,7%). O terceiro maior índice de trabalho por conta própria foi o do Pará (35,4%).

No 2º trimestre de 2021, no Amazonas, dentre o total de 1 milhão e 642 mil pessoas ocupadas, 506 mil pessoas (30,8%) estavam empregadas no setor privado (4,6% a mais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e 2,3% a mais em relação ao trimestre anterior).

Das pessoas ocupadas no setor privado, 338 mil (66,8%) trabalhavam com carteira assinada e 168 mil (33,2%) trabalhavam sem carteira assinada. Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria das pessoas trabalhavam sem carteira assinada: 65 das 74 mil pessoas ocupadas na função, 87,8% do total.

No 2º trimestre do ano, 245 mil pessoas estavam ocupadas no setor público. Nesse período, em comparação com o trimestre anterior, o setor público, sem carteira assinada, contabilizou 13 mil pessoas a mais ocupadas, no Estado. No total, havia 6 mil pessoas empregadas no setor, com carteira assinada, e 76 mil (31,0%), sem carteira assinada. Os demais empregados no setor eram militares ou funcionários públicos estatutários (164 mil).

O setor de trabalhador familiar auxiliar, que é aquele que trabalhou sem remuneração, em ajuda na atividade econômica de membro da unidade domiciliar ou de parente, registrou 177 mil pessoas ocupadas. O menor número foi o de pessoas ocupadas como empregadores, 38 mil.

INFORMALIDADE

A taxa de informalidade para o Brasil foi de 40,6% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Pará (60,5%) Maranhão (60,5%,) e Amazonas (59,7%), e as menores, com Santa Catarina (26,9%), Distrito Federal (30,7%) e São Paulo (31,1%). A taxa de 59,7% do Amazonas, no 2º trimestre de 2021, é superior a registrada no mesmo período de 2020, 55,0%.

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar.

AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQUICULTURA LIDERA EMPREGOS

No 2º trimestre, as pessoas ocupadas por atividades destacam o grupamento da agricultura como o maior ocupante de mão de obra do Estado. Foram 318 mil trabalhadores ocupados no grupamento, seguido por 307 mil ocupados na atividade de comércio, veículos automotores e motocicletas, e pela atividade da administração pública, com 289 mil ocupados.

No entanto, a atividade que mais incrementou trabalhadores no trimestre foi a indústria geral, com 16 mil novos postos de trabalho. A seguir, os grupamentos que mais geraram empregos foram os outros serviços (que incluem arte, cultura, esporte, recreação, reparação e manutenção de equipamentos, outras atividades de serviços pessoais, organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais) com 15 mil postos a mais; e informação, comunicação e atividades financeiras, com 12 mil trabalhadores a mais, no trimestre.

Numa comparação com igual trimestre do ano passado, a construção demonstra que a atividade voltou a atuar após as restrições para conter a Covid-19, com crescimento de 71,5% ou 44 mil novos postos de trabalho, passando de 62 mil postos no 2º trimestre de 2020, para 106 mil pessoas empregadas na atividade, no mesmo período de 2021, no Estado. Em seguida, outros serviços foi a atividade que mais cresceu (40,9%), incorporando 20 mil postos de trabalho em um ano.

Outra atividade que se destacou em relação a 2020 foi alojamento e alimentação, com uma subida de 37,6% ou 24 mil trabalhadores a mais. Esta última talvez seja a atividade que melhor reflete a situação de volta à normalidade depois da flexibilização das restrições impostas pela pandemia do Covid-19, uma vez que foi uma das mais afetadas.

No geral, todas as atividades tiveram crescimento de pessoal ocupado em relação ao mesmo período do ano passado. A exceção foi o grupamento da administração pública, que caiu 8,0%, o equivalente a 18 mil trabalhadores a menos.

RENDIMENTO MÉDIO E SOMA DE TODOS OS RENDIMENTOS CAEM NO AMAZONAS

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas variou 0,9%, em relação ao trimestre anterior, o que estatisticamente representa estabilidade (R$16,00 a mais, em valor monetário), passando de R$1.841,00 para R$ 1.857,00. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a perda foi de 16,4%, que representou diminuição de R$364,00 no rendimento médio do trabalhador.

A massa de rendimentos é um indicador que demonstra qual foi a soma dos rendimentos brutos habitualmente recebidos, de todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos que tinham, na semana de referência da pesquisa.

A massa de rendimentos reflete quanto os salários dos trabalhadores contribuiu para a economia. No 2º trimestre de 2021, este valor chegou a 2,7 bilhões, o que representou aumento de 169 milhões, em relação ao trimestre anterior, mas, estatisticamente, o indicador foi considerado estável, com variação de 6,6%. Na comparação desse indicador com o mesmo trimestre do ano anterior, os dados apresentam queda de 203 milhões (-7,0%).

PERCENTUAL DE PESSOAS QUE DESISTIRAM DE PROCURAR EMPREGO CAI 15,0% NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2021, E NÚMERO DE SUBOCUPADOS CRESCE

 Entre abril e junho, a população desalentada (144 mil pessoas), ou seja, a parcela que desistiu de procurar emprego, caiu, tanto em relação ao trimestre anterior (-15,0%), quanto em relação ao segundo trimestre de 2020 (-4,8%).

O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (170 mil) ou seja, aquelas pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana e tem disponibilidade para trabalhar mais horas, no Amazonas, por sua vez, cresceu 7,3%, em relação ao trimestre anterior, e cresceu 39,3%, em relação ao mesmo trimestre de 2020, quando eram 122 mil as pessoas subocupadas. 

O total de pessoas na força de trabalho potencial, ou seja, pessoas de 14 anos ou mais de idade, que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas possuíam potencial de se transformarem em força de trabalho, foi de 242 mil pessoas, no Amazonas, 16,7% a menos em relação ao trimestre anterior, quando 291 mil pessoas faziam parte desse grupo.

 A taxa composta de subutilização (32,7%, ou o equivalente a 715 mil pessoas), por sua vez, caiu 3,1%, em relação ao trimestre anterior, e caiu 1,4%, em relação ao mesmo trimestre de 2020. A média nacional foi de 28,6%.

As três unidades da federação com as maiores taxas de subutilização foram Piauí (46,6%), Maranhão (46,3%) e Sergipe (44,1%), e as três unidades da federação com as menores taxas de subutilização foram Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (15,0%) e Rio Grande do Sul (17,7%). Com 32,7% de subutilização, o Amazonas é a 12ª unidade da federação do ranking dos maiores índices.

*Com informações da Agência IBGE 




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