Domingo, 20 de Outubro de 2019
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Segundo o Dnit, obras de reforma do porto da Manaus Moderna poderão ser embargadas

Em audiência pública, DNIT apresentou projeto de reforma que tem oito contestações feitas por instituto da prefeitura



1.jpg Os impasses recebidos pelo Implurb, podem colaborar para que o governo federal suspenda a revitalização orçada em R$ 266 milhões.
08/05/2015 às 15:01

A reforma do porto da Manaus Moderna, Centro, pode entrar nas listas das dezenas de projetos embargados por questões burocráticas caso o processo licitatório de restauração deixe de iniciar neste ano. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes do Amazonas (Dnit), responsável pelo projeto, além da crise econômica que o País passa, os impasses recebidos pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), podem colaborar para que o governo federal suspenda a revitalização orçada em R$ 266 milhões.

Após a empresa Laghi Engenharias, apresentar o projeto de revitalização do porto, que teve um custo de R$ 5 milhões para sua criação em reunião na manhã de ontem, com a comissão de meio ambiente da Câmara de Manaus, novamente o presidente do Implurb, Roberto Moita, reforçou que a obra não terá o alvará de licença para realizar o projeto, se o Dnit e a Laghi  deixarem de atender  oito questionamentos feitos pelo instituto em outubro de 2014 apresentados na Certidão de Informações Técnicas do Uso do Solo (CIT) entregues ao próprio Dnit.



Entre os questionamentos que o Implurb apresentou ao Dnit, destacou a falta de integração do empreendimento com a cidade, o instituto considerou o projeto da reforma do porto elemento desagregador, também informou que há falta de qualificação nas construções, também garantiu que o projeto não tem integração com os programas do município de urbanização, e o que a proposta não possui qualificação do espaço urbano. 

“Gravíssimas deficiências urbanísticas são questionadas neste projeto. O Implurb se preocupa, pois o porto vai tornar  uma barreira, que isola o centro da cidade do rio e o projeto beneficia os veículos, e em nenhum momento privilegia o pedestre que é a maioria dos usuários. O projeto também dará benefícios para áreas de carga, mas esquece dos espaços públicos, e em nenhum momento  apresenta algo para realizar o tratamento da estação hidroviária na devida  importância”, disse Moita.

Representante do Dnit e especialista em infraestrutura senior, Evailton Arantes de Oliveira, garantiu que deve atender, o quanto antes, a  todas as exigências do Implurb para de imediato lançar o edital licitatório e confirmar se o Dnit será o responsável pelo projeto ou a Secretaria Especial dos Portos.

Moita pede a demolição da feira

Moita também pediu que o projeto acatasse a ideia de demolição da feira da Manaus Moderna, ou realocá-la na ‘Ilha de Monte Cristo’, Centro.

Segundo o presidente do Implurb, o sonho da prefeitura é poder reconstruir o centro histórico. “Antigamente, após as escadas da igreja dos Remédios, havia um barranco de areia e a população tinha um contato direto com rio, mas depois que construíram a feira, a história se perdeu”, reforçou.

O especialista de engenharia e arquitetura, o arquiteto Bosco Chamma, que na primeira reunião, apresentou uma ideia de revitalização do porto da Manaus Moderna, mesmo sem receber nada pelo o trabalho, também se pronunciou contra ao projeto atual do Dnit.

De acordo com o especialista, a reformulação do projeto de revitalização apresenta conflitos com cenário natural e ele espera que realmente o Implurb cumpra com seu papel.


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